sábado, 19 de dezembro de 2009
Em trânsito
Anos depois, olhava sempre pelas janelas do lado do motorista. Ela nunca sentava do lado oposto ao dele. Não quando podia escolher. O barulho do parabrisa incomodava, mas o sorriso e o chapéu de Sérgio Reis estampados em um cartaz colado ao vidro eram ainda mais incovenientes.
O ônibus era tão familiar para quem não gostava de dirigir. Era possível ler antes de chegar em casa. A casa era cama; ou o sofá pequeno onde, encolhida, sentia-se abraçada, querida.
A vida não andava sendo justa. Os seus planos eram concluídos, os amores esquecidos. Restavam o ócio e a imaginação. A novela que escrevia em pensamento todas as noites sustentavam sorrisos do marido Pedro e a sensação de acariciar a barriga de oito meses. Por mais que não trabalhasse para, o objetivo era o amor, os filhos, o compartilhamento de cada dia. Era isso que ela queria tomando ônibus atrás de ônibus, todos os dias.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
pai
Obrigada pai! Amo, amo e amo.
sábado, 8 de agosto de 2009
Corpo humano
O amor é um sentimento exibicionista. Ele dilata as pupilas de quem o sente para que qualquer um possa ler as linhas dos olhos que descrevem o coração, a alma.
Encarar olhos que te amam é como ganhar um edredom em dia frio, tendo nas mãos uma caneca de chocolate fumegante. É cair eternamente em um abismo do qual não se sente medo, apenas busca-se a companhia que cai junto com você.
Olhos não falam de amor, eles gritam exigindo atenção e quando não são notados se encolhem, se fecham. Tristeza não se exibe. Ela retorna ao coração na busca pelo culpado em ofertar tanta alegria e vai fechando cada artéria. O corpo luta, mas o sangue amargo alcança os órgãos, sentidos e gestos.
Quando já parece tarde, a esperança começa a massagem cardíaca, acontecem respirações boca-a-boca, mas a morte é necessária e o renascimento indispensável.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
mais um
Continuo tentando.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Blade Runner, o Caçador de Andróides
Embora o filme Blade Runner (O caçador de andróides) tenha sido lançado em 1982, muitos elementos podem ser trazidos para a realidade que vivemos atualmente, ou que podemos vivenciar em um futuro bem próximo.
A extinção da natureza, e de espécies de animais, e o crescimento da poluição relembram os cuidados com a ecologia que começaram a se intensificar nos últimos anos por motivos óbvios. A consolidação do sistema capitalista, demonstrado pelas publicidades iluminadas em grandes prédios, foi prevista no filme. Utilizando a imagem da Coca-Cola, uma empresa que se espalhou pelo mundo.
Um dos fatores mais interessantes no contexto de economia de mercado é a utilização de chineses nas imagens de cunho publicitário. Hoje, a China é vista como uma forte potência econômica o que demonstra uma coincidência interessante ou um feeling perfeito do diretor. Ainda com referência à China, é apresentada uma mistura de raças, que pode ser associada à facilidade que temos hoje de romper fronteiras com a internet, por exemplo.
O avanço de tecnologias não poderia ser deixado de lado. Máquinas que realizam leituras de retina não são mais ficção científica para nós, ao contrário dos carros voadores.
Mas a "tecnologia" que ainda não conhecemos, responsável pelo enredo do filme, são os replicantes - clones humanos adulterados geneticamente para serem mais fortes e viverem por apenas quatro anos.
Além de os replicantes participarem de viagens interplanetárias - também realizadas pelos humanos no filme - eles são essenciais na construção do personagem principal: Deckard (Harrison Ford) deve caçar os replicantes que se rebelaram para viver mais que os anos programados. E é na relação com os andróides que o personagem de Deckard vai sendo construído.
Em uma de suas críticas de cinema, Marcelo Janot questiona se BladeRunner é um filme sobre "andróides que se humanizam ou sobre seres humanos que ficam cada vez mais parecidos com andróides". Acredito que manter a dúvida foi um dos objetivos do cineasta Ridley Scott.
*Publicado no wiki do Clube da Escrita
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
quase cinco!
A correria está maléfica, a Encenação da Vila de São Vicente está me deixando com algumas cápsulas de omeprazol nas mãos. Em uma semana tudo volta ao normal!
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Um 2009 repleto de ânimo pra todo mundo!
Alimentação saudável, caminhada matinal, frutas antes de dormir e exames periódicos são coisa de quem tem dinheiro. Reflita se a dona Creuza tem a possibilidade de deixar de comprar ovos, lingüiças e hambúrgueres para comer peixe; ou se o Felisberto conseguiria acordar antes das 5h da manhã, hora que acorda todos os dias, para dar uma voltinha no bairro e depois continuar em pé no ônibus quente e compacto que o leva até o pátio de obras; ou ainda se a Grace Kelly, quando chega do curso técnico de caldeiraria, ficaria satisfeita em degustar uma bonita pêra e dormir tranqüila depois de ter apenas engolido o almoço na mesa do escritório ao meio-dia... Isso porque ainda nem mencionei a facilidade com que essa galera coloca a cadeira de praia na frente do posto de saúde às 23h do domingo para chegar mais disposta no agendamento de consultas na segunda-feira de manhã.
De verdade? Acredito que o bom mesmo é desejar injeções cavalares de força de vontade. Só assim é possível enfrentar o mundão de nosso sinhô aqui na Terra!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
O rumo segue
Não resolveu.
Então coloquei o chiclete na boca e comecei a tirar o esmalte da unha com os dentes.
Fiquei ainda mais irritada.
Então chorei, levantei a cabeça e resolvi tentar de novo.
Só resolvi.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
amor vazio
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Pensemos antes!
Motivo: Notícia
Título: “Boneco da reconstituição de queda em Guarulhos é o mesmo do caso Isabella”
Legenda: “Boneco sofreu adaptações, segundo o Instituto de Criminalística, para ser utilizado na simulação em Guarulhos”
[Se fosse um Notícias Populares, o boneco já era o novo Chuck]
Pára tudo! Alguém pode me dizer que porra de notícia é essa? Eu achei que tinha visto o suficiente por hoje quando liguei a televisão e a Ana Maria Braga estava usando uma farda camuflada do exército e óculos de grife para “cobrir” os acontecimentos em Santa Catarina.
Geeeente! Pelo amor do nosso sinhô – senão do meu, daquele que vocês acreditam – mas vamos parar de escrever, falar e filmar conteúdo jornalístico ridicularizado?
Detalhe
A produção que conseguiu a farda com o nome da global, esqueceu algumas coisinhas, como informar a apresentadora de que uma das pessoas que ela estava entrevistando havia perdido pessoas da família e não a casa!!! É claro que depois da surpresa não faltaram perguntas estruturadas do tipo: Como foi? Foi de repente? Como você se sente? E agora? E 2009? Ahhhhh, puta que pariu! Não deve ser fácil fazer matéria em cima desse tipo de coisa, mas agir feito idiota já é um pouco demais!
Meu irmão mais pra lá do que pra cá tentou argumentar: Ah! Mas só apelando que é possível sensibilizar as pessoas para que elas colaborem (aliás, para ajudar, procure a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e outros órgãos de segurança da sua cidade). Mas será que as imagens que eu tenho visto durante todo esse tempo precisavam de voz para sensibilizar alguém? Tenho minhas dúvidas. E para informar que a reconstituição do caso de Guarulhos foi realizada, precisava usar o gancho do boneco? ?
O gancho que nós precisamos deve ser aplicado no queixo, de baixo pra cima. Com a força do estrago que nós, pseudo jornalistas, podemos fazer na sociedade!
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Bom dia freguesa!
Estou sempre dentro de casa, mas imagino como começa o dia dos feirantes que moram aqui ao lado. Ainda com o rosto amassado do lençol, devem carregar as primeiras caixas com certa lentidão. Eles não são muitos. Conheço dois, mas sempre aparecem outros ajudando durante o dia. Talvez o mesmo aconteça de madrugada. Ou não. Depois de diminuir duas pilhas de caixotes, começam a suar e tiram a camisa. Deve ser nessa hora que começam a falar mais alto. Não posso entender as frases, mas como uma mudança, deve haver sempre alguma coisa que não deve sair do lugar, ou ser colocada acima, abaixo.
Durante o dia, a casa onde vivem pode ser vista do começo da rua. Mas da calçada deles só é possível ver uma das esquinas. Os caixotes fecham a visão do outro lado, e funcionam como uma parede de madeira que se estende do portão até o meio fio. As crianças que saem das vielas para brincar se aproveitam, pegam quatro caixas mais acabadinhas e montam seu campo de futebol improvisado.
Certa vez, houve uma guerra de tomates. Deveriam estar mesmo muito podres, pois nunca vi frutas ou legumes jogados fora por aqui. Se não foram recolhidos após a chepa pelos que não podem ser fregueses na feira, de certo não deviam mesmo prestar mais. Foi uma algazarra.
Imagine a trabalheira de montar uma barraca de feira: carrega caminhão, monta barraca, descarrega caminhão. Tudo pronto até as oito horas? Não sei bem a hora que começa uma feira. Minha mãe sempre foi depois das dez. Mas parece que hoje em dia o horário da chepa mudou para depois das onze. Também não sei a hora que termina. Mas o cheiro da barraca de peixe permanece na rua durante toda a tarde.
Depois de deixar os melhores produtos na frente da barraca, começam as vendas. Tudo isso para montar um mercado que só dura uma manhã. Não sei quantas feiras eles fazem. Aqui por perto tem no sábado, na quarta e na quinta. Mas eles devem fazer a mesma coisa nos bairros vizinhos. Ou até mesmo mais longe.
Alguém me falou, li em algum lugar ou simplesmente inventei, que todo mundo quer ter a feira o mais perto de casa, mas nunca na frente dela. E quem tem a feira dentro de casa? Eles têm. E me parecem felizes com isso. Aliás, já perceberam a diferença no olhar de um trabalhador que sua, literalmente, para conseguir uma remuneração? Percebam! Não existe a névoa dos que atendem filas por aí, com suas cadeiras de rodinhas e minimizando janelas quando a porta bate. O suor traz uma sensação de dever cumprido, de esforço, de ter valido a pena.
sábado, 1 de novembro de 2008
Nada de dia das bruxas aqui!
Devaneios a parte, o Lee continua formulando uma cabeça para o blog, e eu estava com saudade demais pra ficar aguardando.
Metrô adiado – Reunião no nível do mar.
Diversão adiada – duas análises de vídeos.
Isso será apagado sem a menor sombra de dúvidas!
Ah! O DVD da Maria Rita está quebrando a banca. Eu não gosto dela... mas admito. A danada ta mandando bem pencas!
beijosenadadessaputariadeligarpraláepracá
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
ATUALIZAÇÃO!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Mais um Circuit Breaker...
Aiii, que angústia desnecessária!
Isso também é sensacionalismo, oras! Ficar transmitindo o caos em algo que a gente não vê e não toca é horrível! E nem me venha dizer que dá pra ver e tocar em dinheiro. Até consigo, mas o da MINHA BOLSA!
Aiii, que angústia desnecessária!
Quanto ao Circuit Breaker, é aquela coisa de quebrar o cartão de crédito depois de dar um presente caríssimo pro namorado e levar um pé na bunda em seguida, manja? Não? Ah, então vai mode google mesmo!
1968 é um personagem!
| Conheça a nova publicação da Revista Virtual da Unisanta |
| Por Márcio Calafiori* |
A definição é do escritor e jornalista Zuenir Ventura, em entrevista a "1968", revista produzida por um grupo de alunos do terceiro ano de Jornalismo da Universidade Santa Cecília. O editor Rogério Amador conversou com Zuenir, num momento de folga nas andanças que o escritor tem feito pelo País para divulgar a sua nova obra "1968 — O que fizemos de nós". E o que fizemos de nós? Zuenir responde: "É incrível como a geração de 68 tem um olhar de antipatia com a geração de hoje. As pessoas falam que essa geração só quer saber do presente, não tem apego às ideologias, vive apenas de paradoxismos, mas para essas pessoas eu pergunto: qual o apelo que o jovem tem hoje para se tornar um Senador da República, por exemplo? A geração de hoje vive outra revolução, que é a revolução tecnológica. As principais descobertas nessa área foram feitas por jovens como o Google, a Microsoft. Portanto os jovens de hoje não são mais ou menos apáticos, só vivem situações diferentes."
Ousadia, pernas de fora e polêmica! - Além da entrevista com Zuenir, a revista “1968” relembra os 40 anos da minissaia, a peça de roupa que revolucionou o guarda-roupa da mais ousada geração de mulheres que se tem notícia, geração essa que mudou os padrões de comportamento ao adotar a pílula anticoncepcional, ir para o mercado de trabalho e colocar as pernas de fora, estabelecendo um novo diálogo com o corpo e, em conseqüência, com a sociedade. A reportagem é de Gabriela Aguiar.
A respeito da época a também editora da revista “1968” Aline Monteiro diz: “O espírito inovador dos anos 60 estava impregnado no cinema, no teatro, na literatura, na moda, na música e nas artes”. Por falar em artes, a aluna-repórter Gabriela Soldano recupera a história de um musical do teatro que se tornou um clássico e cuja estréia ocorreu há 40 anos. É o Hair, que em seu libelo contra a Guerra do Vietnã e a favor da liberdade chocou o público americano com uma cena de nu.
A montagem brasileira da peça escrita por James Rado e Jerome Ragni, com músicas de Galt MacDermot — o tema mais famoso é a canção Aquarius —, também foi polêmica. A censura militar acabou concordando que os atores da peça — Armando Bogus, Sonia Braga, Ney Latorraca, Aracy Balabanian & outros — ficassem nus durante um minuto, mas desde que permanecessem imóveis no palco. Coisas da época.
Política, Museu do Dops, estudantes, Zé Dirceu... - Como não poderia deixar de ser, a revista “1968” aborda também a política. 1968 marcou o mundo e o Brasil para sempre. Aqui, em dezembro, a sociedade mergulhou no recrudescimento militar, com a edição do AI-5. O aluno-repórter Bruno Quiteto esteve em em São Paulo visitando o Museu do Dops. Lá, pesquisou arquivos e esteve nos porões onde muitos presos políticos ficaram presos ou foram torturados.
Ainda no terreno da política o aluno Jeifferson Moraes entrevistou o repórter Evandro Teixeira, um dos maiores nomes do fotojornalismo brasileiro. O foco da conversa é o livro “68 Destinos”. A obra trata de 68 personagens que aparecem numa foto antológica tirada pelo próprio Evandro Teixeira, no dia da Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, um protesto realizado em junho de 1968 contra a ditadura militar. Teixeira fez um trabalho de formiguinha: conseguiu identificar os rostos e localizar as pessoas uma a uma. Ele conta a história desses personagens e mostra as suas vidas 40 anos depois.
Já o aluno-repórter Jordan Fraiberg recompôs a história do movimento estudantil brasileiro, um dos pilares da resistência contra a ditadura militar, e colheu o depoimento de um líder importante na época e polêmico na atualidade: José Dirceu. Este é um dos trechos do depoimento de Zé Dirceu ao aluno da Universidade Santa Cecília: “Uma vez na faculdade, comecei, então, imediatamente a atuar no movimento estudantil. Eu já tinha uma boa bagagem intelectual e política e lógico que não poderia aprovar a quebra da normalidade constitucional em 1964, o golpe militar, a deposição de um presidente legitimamente guindado ao posto. Então eu já fora um opositor ao golpe, embora ainda engatinhasse na vida política quando o presidente João Goulart foi derrubado. Um ano depois, em 1965, ao entrar na faculdade de Direito da PUC, o cenário era triste. A repressão do regime militar já havia fechado as associações atléticas e centros acadêmicos, havia censura ainda que não institucionalizada, livros já eram proibidos. Na época havia muitas referências e lideranças. Em 68, eu estava na presidência da União Estadual dos Estudantes em São Paulo UEE-SP e junto a outros companheiros, liderei célebre batalha da rua Maria Antonia, em 3 de outubro de 1968".
A revista “1968” está boa de ler!
domingo, 5 de outubro de 2008
Ainda com olhar assustado
Um garoto gordinho correndo na esteira de uma academia, ao mesmo tempo em que se acabava em um pirulito com uma das mãos, e a boca, claro. O inusitado foi mais forte e não pude conter um adorável e irreprimível: MEOO, OLHA A SITUAÇÃO DESSA CRIANÇA! No mínimo as 10 pessoas que estavam no raio de um metro de mim, já estavam viradas para a janela olhando o gordinho, que não se intimidava e continuava a devorar o docinho. Afinal de contas, a minha pergunta não é quem tinha colocado o doce na mão dele, mas QUEM COLOCOU O MULEQUE NA ESTEIRA, MEU DEUS DO CÉU? Eu apostaria pencas de Cebolitos que a mulher que estava na esteira ao lado da dele se fazia a mesma pergunta, ela estava mais sem graça do que o menino.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
revisTão
Mas aqui em casa também tinha Seleções, Almanaque Abril e uns livros que eu achava que tinham páginas demais pra se submeterem à minha leitura pré-adolescente. Mais interessante era encontrar dicas da moda que eu não usava, do sexo que eu não fazia, do regime que só me engordava e do cabelo que eu jogava química.
Agora é super chato tirar grana do próprio bolso pra comprar revistas. Não penso mais em comprar Carícia, até porque elas não existem mais. Mas a Gloss é um charminho de revista. Ainda assim prefiro a piauí. Suspiro com seus textos. Por vezes porque me deixam cansada, outras porque são lindos de morrer. Ando querendo assinar a Bravo, mas a verba está curtíssima, e sou obrigada a me contentar com as matérias que estão na net. Roubo uma ou outra Época da cunhada, torço para que o pai lembre de comprar a Superinteressante, sou capaz de cuspir em uma Você S/A e passo os olhos pela Info pensando se conseguiria... enfim.
Adoro a História, só conheci a Bizz quando acabou – tive que roubar uma edição do dentista - e, sinceramente não acho que a Rolling Stones seja tão boa quanto. Há uns quatro anos a Playboy de fato tinha boas matérias, hoje não sei mais, manos não as deixam mais a vista A G Magazine não tem matéria, tem?
Tenho um carinho especial pela Placar, talvez seja hereditário. Rasgo uma Veja sem pestanejar. Mas to me coçando pra ter nas mãos a Outracoisa lançada pelo Lobão.
Revistas e revistas. Gosto delas bagaraio! Viva o mundo segmentado, e embora isso não venha ao caso, mas acabei de lembrar: Dane-se o Álvaro Pereira Júnior! Hunpf
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Como?
2. “Você precisa entender que a essa altura da minha vida, você é a melhor coisa que aconteceu.”
3. “Não vou ser como você que tira carta de motorista e não dirige. Onde toca a campainha?”
4. “Eu não sou criança, mãe! Ela me chamou de criança. Tem que ter respeito. Eu já tenho mais de 18 anos.”
Conversas soltas podem ser revoltantes, tristes, ternas e simplesmente conversas soltas.
Sem delongas.
1. Uma criança de aproximadamente 4 anos, com uma adulta que tentava segurá-la.
A adulta soltou.
2. Um casal maduro.
Ela parecia estar contando a ele alguns problemas.
3. Uma piveta metida a mulher de 11 anos, dentro do ônibus.
A adulta que acompanhava parecia achá-la fofa.
4. Um jovem loiro, bonito, com deficiências mentais.
A mãe o acalmava para que ele não se excedesse no ônibus.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Se um dia...
Charme é outra coisa que seria legal eu conseguir transmitir. A supersinceridade que exala dos meus movimentos atrapalhados só me traz irmãos, tão irmãos que me vêem acordar.
No domingo é sagrado, estão na sala filando meu jornal (sim, jornal suja as mãos, mas tenho água e sabão em casa) e assistindo à corrida. Então surjo com o cabelo preso num coque louco no alto da cabeça, e em vez de escutar uma única piada, recebo um BOM DIAAAA, ISSO SÃO HORAS!??? de no mínimo três deles sentados no tapete, os dois do sofá são meus irmãos. Eles não costumam dar bom dia.
Adoro meus irmãos adotadinhos! Eles são mais legais comigo que os de sangue, fora o fato de saber absolutamente tudo sobre as namoradas deles (nem preciso falar o tipo de coisa que eles contam, né?), entender direitinho quando fico melhor com saia ou com calça (já ouvi uma teoria sobre bundas que explica isso, mas não é legal comentar) e saber exatamente como fazer com que eles façam algo que não querem, só porque eu quero. Opaaaa... um poder feminino, sabia que deveria existir um em algum lugar. Só falta direcioná-lo para estranhos! HÁ HÁ HÁ HÁ!
terça-feira, 9 de setembro de 2008
devaneio
Com medo de perder, engoli na hora errada.
Preferi guardá-la em mim, até que você pedisse.
Mas o ácido agiu.
LD
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Sexta-feira campeã
.
.
.
Depois de várias pizzas, uma traz consigo um silêncio aterrador:
— Calabresa, frango e champions?
Tive dúvida.
— Como?
— Calabresa, frango e champions?
— Champions pra mim. Errr... por favor.
Todos da mesa olham do meu prato para a garçonete. E dela para a pizza campeã.
Quando a moça foi embora, gargalhadas e batidas de We will rock you ressoaram a noite inteira sobre a mesa.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Busca
domingo, 31 de agosto de 2008
Tenho pencas de coisa pra fazer. É... prática! E fico me enganando com um monte de voltas teóricas! Odeio isso!
Continuo buscando a aline maria!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Valendoo
Incongruente é o discurso de candidatos a vereador que defendem o bem-estar e a saúde da população, mas não se importam em deixar cabos eleitorais em pé por horas, debaixo de sol forte ou chuva, apenas para segurar cartazes de campanha. E pagando uma miséria por isso.
Publicado em A Tribuna - 29/08/2008.
Comentei sobre isso com a minha mãe no segundo dia de campanha eleitoral. Tudo bem que usei alguns termos que ela não aprova, mas é um absurdo. Tratar pessoas como postes, porque é proibido manter placas com aqueles dígitos idiotas é algo que só mesmo a vontade de garantir R$ 15 pode explicar. E não falo com arrogância e desconhecimento. Já entreguei muito panfleto por aí, de lojas, de políticos... Sim, de políticos! Mas não era tããããão tosco. Digamos que, só um pouquinho.
Vestir bonecos gigantes, segurar placas no meio da calçada e não conseguir explicar os projetos do cidadão para o qual você está fazendo tudo isso não é nem um pouco engraçado.
Tenho nojo das necessidades eleitorais, e medo dos nossos desejos imediatos.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Cartões amarelos
Pela primeira vez, talvez, esteja admitindo que a culpa seja toda e completamente minha. E não esteja colocando isso no calvário para o mundo ver e achar nobre. Mas ainda é difícil começar a consertar, colar as peças, sacudir a poeira, recuperar a moral... Esse tipo de coisa.
É triste pensar que parte da mudança é encontrar um equilíbrio que nunca existiu em mim. O da arrogância e da humildade. Mas acho que necessário mesmo é lembrar-se da responsabilidade.
Hoje uma série de vídeos me levou para o melhor ano dos meus vinte e dois (dois mil e quatro). Houve um resgate do olhar da menina que dentre os maiores medos, estava o de crescer. Sinto que essa menina perde a batalha sem ao menos procurar reforço.
Sinto ainda, que passou, e muito, do período de comprar minha própria panela de pressão. Acho que isso é o que mais me chateia. Preciso de motivação para trabalhar o suficiente e poder comprá-la. Mas a motivação mora em mim. Acho. Por que tão difícil achar?
domingo, 24 de agosto de 2008
Bom dia!
Só de pensar nessa parte, acho que meu currículo já chega na empresa com tanta energia negativa que se destrói sozinho! Não antes das malditas organizações me chamarem e me deixarem com cara de "eu não estou interessada na vaga" quando começam com essa palhaçada toda.
Começo a ter certeza de que não estava brincando quando chamava a galera do cursinho pra vender coco na praia.
sábado, 23 de agosto de 2008
ainda pensando na aula de amanhã...
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela ? silêncio perpétuo
*_*
Depois disso foi ouvir o ariano me pedir pra parar com as dorgas.
Droga! Ele disse que viu nos meus olhos, acho mais fácil ele ter visto em minhas mãos. Enfim.
Mas o danado sabe me fazer parar e pensar com apenas uma única palavra.
Eita menino.
Danado, danado mesmo esse menino, de fato.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
me chama quando terminar
É tudo desnecessário e fútil, assim como os meus comentários. Todos desnecessários e fúteis.
Ainda odeio os ipods que pedem dedinhos giratórios! (arg)
terça-feira, 19 de agosto de 2008
banho de lua [juro que não queria um título; juro]
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Blá, blá bláster!
— Hoje você pode tentar Enem, bolsas de estudo... Pode ir pensando nisso! - Ele dizia sorridente com um livro que poderia tanto ser um daqueles enormes códigos de Direito, quanto aqueles, não menos paginados, atlas de Biologia.
É tão gostoso ver olhos negrinhos brilhando de ansiedade e esperança.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Uma mesa de bar
O "cardume" de crianças com bochechas rosadas deixavam a escola correndo. Na porta de um boteco, mexeram com a cachorrinha que habitava o lugar:
— Ahhhhhhhhh! - gritaria e mais correria quando a cachorra começou a latir atrás deles.
— Eeei! - disse um velho sentado à mesa com outros três beberrões. Dando tapinhas na cadela, ele falou:
— Eles são o futuro do Brasil, sua vaca!
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Pra sempre meninos
Eu tinha sete anos quando ouvi os primeiros, foram três. E o resultado foi um homem caído com o rosto na lama. Minha mãe nos pegou pelo braço e nos levou ao lado do corpo. Depois que saímos de perto das pessoas, ela disse:
- Espero que isso mostre a vocês o caminho que nunca devem seguir.
Ela poderia ter feito aquilo em outra ocasião, porque foram muitos os corpos retirados daquela rua, e dos arredores, nos anos seguintes. Matavam bandidos, traficantes e usuários com dívidas. Mas também morriam amigos de infância, que por mais que eu tentasse, deixaram de olhar nos meus olhos quando escolheram o crime. Morriam amigas, irmãs de criminosos, por mera vingança.
Nesse fim de semana, morreram três. Três meninos que recebiam meus cascudos, xingamentos e piadinhas na rua. Dois deles, irmãos, ainda menores de idade. E o que mais participei do “crescimento”, com 19 anos.
O sentimento é tão normal que se torna estranho.
Quando chegavam os recados para tirar as crianças da rua, não agíamos desesperadamente. Simplesmente, passávamos a prestar mais atenção nos estranhos vestindo casacos enormes e nas motos que viravam a esquina.
Aliás, o homem que desceu da garupa de uma dessas motos gravou em mim uma cena inesquecível: o fogo saindo de uma arma. Foi a única coisa que vi segundos antes de correr. Desse tiro, não lembro do barulho, a imagem foi tão forte que anulou minha audição.
Depois do primeiro, mais 10 tiros fizeram a vítima correr uns 15 metros, passando onde estávamos eu, meu irmão e a namorada dele. Nesse dia a tragédia passou muito perto: um tiro atingiu o pé da minha cunhada. O homem, conhecido de todos nós, caiu. Sua camisa era amarela, mas estava completamente tingida de vermelho quando foi colocado no horroroso caixão do IML.
Nós todos vivemos tudo de muito perto. Fico pensando se essa normalidade invadiu a mente daqueles que cresceram comigo, e que mesmo vendo os resultados, persistem em escolher o caminho errado.
domingo, 3 de agosto de 2008
Teste de paciência
Há algum tempo não era tão ruim, afinal, antes do boteco, o lugar era ocupado por uma igreja evangélica, que conseguia oferecer cultos mais barulhentos que as reuniões do centro espírita que fica na frente da minha casa. O centro parava com os batuques na hora certinha, mas a irmandade varava a madrugada, e invadia até mesmo o barulho dos feirantes que começavam a preparar os caixotes para carregar o caminhão do dia. Eles moram na casa que fica do lado da Bastiana, que mora ao lado da Bila, que mora ao meu lado.
Eu deveria estar acostumada com o barulho, não? NÃO! Porque quando estava lendo o mesmo parágrafo pela terceira vez, a voz do cantor infame bradou:
- É isso aí pessoal, vamos hoje até umas três da manhã, hein!
Foi o meu limite! Elaborei minha estratégia de denúncia. Alvará, decibéis... Alguma coisa vai ter que me ajudar a calar a voz que nem sei bem se está lá ao vivo, ou se é reproduzida de um CD gravado em algum inferninho ainda maior.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Sim, solteira.
Sem você não passo frio,
É quando estou com você que não paro de tremer.
Sem você não perco o juízo,
É quando escuto tua voz minha que minha mente bate rápido e meu coração raciocina.
Sem você não morreria,
As chances de te tocar se perderiam para sempre.
Veja... é melhor deixarmos tudo como está.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Vai pagar quanto?
Durante dois dias – ontem e hoje – uma página iniciada com o logo de um jornal denominado O Paulistano, informava a morte do personagem Marcelo Fontini, da novela global A Favorita, escrita por João Emanuel Carneiro. Meia página de manchete, linha fina, retranca, texto, fotos, chamadas e até box estruturavam um conteúdo digno de estar exposto em revistas do tipo “leia aqui o próximo capítulo”. Exceto pelo fato de que o informe não tratava de capítulos futuros, mas de detalhar o que já aconteceu na trama da novela, que dizem ser das “oito”, mas que começa às 21h.
Admito aqui os motivos que me levaram a destacar esse informe publicitário dentro de um jornal que a cada dia tem mais páginas para anúncios: O sensacionalismo, o tamanho do espaço reservado e claro, o acompanhamento da novela. É, por mais que pareça desculpa, o horário da novela é o único momento em que a senhora noveleira minha mãe pára quietinha, e então, conseguimos trocar algumas palavras nesses meus dias de férias.
Percebi que estava assistindo demais quando meu irmão tirou sarro de uma das minhas frases durante a novela: “Nossa mãe, mancada da Flora, né?”. O infame rolava de rir no outro sofá: “Pra quem odiava novela... você tá indo bem!”, ele repetia. Mas voltando ao anúncio. Foi a primeira vez que vi algo do tipo. E acredito que tenha sido uma maneira de remediar um roteiro mal escrito, e totalmente sem direção.
Em casa, ao mostrar a página para minha mãe, meu pai perguntou: “Jornal novo? Onde você conseguiu?”. E aí, me pergunto de novo: quanto, mas quanto deve custar um anúncio que, além de rebaixar o texto jornalístico [pois apenas a forma remete a um jornal], confundi a imagem da empresa que o veicula, e se presta a corrigir, nas páginas dos jornais, possíveis falhas de um profissional que escreve para o público televisivo? Hein, hein?
>> scanner travado, fico devendo a imagem.
>> hoje, cotidiano - C11, FOLHA DE S. PAULO
domingo, 27 de julho de 2008
Eu penso muito, e cheguei até aqui. Sempre tendendo a arrumar o maior número de chances possíveis nessa minha vida maluca.
Cansada de ouvir o mesmo repertório, resolvi não ir mais ao show. Isso pode me fazer perder uma mudança de timbre, uma nova canção, ou o que é pior: o perfeito acústico das melhores canções tocadas antes da fama. O anonimato é o período de que mais sinto falta.
Mas acho que é melhor assim. E como boa aproveitadora de chances que sou: apenas acho que é melhor assim.
Só toque na minha rádio se for lançamento, sou péssima nisso, mas chegou minha vez de sintonizar. Espero poder te ouvir quando só estiverem tocando os antigos acústicos na minha cabeça.
Amanhã >> Latuya
Amanhã será talvez
Como nunca foi então
Sei que posso esperar
Amanhã talvez será
Amanhã o dia
Amanhã o céu e o mar
Tempo traz essa maré
Amanhã talvez será
O tempo vai parar
Assim mais uma vez
Com você aqui do meu lado
Um amor tão triste
Sua vida é esperar
Hoje aí sozinha
Amanhã talvez será
O tempo vai parar
Assim mais uma vez
Com você aqui do meu lado
sexta-feira, 25 de julho de 2008
evolução
enfiada até o pescoço nos sons do manguebeat, coisas novas vêm ao meu encontro. e se estabelecem, veja!
fugindo para a ala dos loucos latinos brasileiros:
♪ - Na Confraria das Sedutoras, 3namassa
► Certeza
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Você Alguma Vez Viu A Chuva?
Alguém me falou há muito tempo
que há uma calmaria antes da tempestade.
Eu sei; vem vindo há algum tempo.
Dizem que quando terminar choverá num dia ensolarado.
Eu sei; brilhando como água.
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva?
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva
Caindo em um dia ensolarado?
Ontem e nos dias anteriores,
o sol estava frio e a chuva estava forte.
Eu sei; tem sido assim toda a minha vida.
E para sempre assim será
através do ciclo, rápido e devagar.
Eu sei; isso não vai parar, eu me pergunto.
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva?
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva
Caindo em um dia glorioso?
Yeah!
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva?
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva
Caindo em um dia ensolarado?
>> Creedence Clearwater Revival
sábado, 19 de julho de 2008
pipoca, fone e silêncio
♪ - Donkey, CANSEI DE SER SEXY
► Give up
Evoluindo, acho.
az - Cem Quilos de Ouro, FERNANDO MORAIS
Aprendendo, certeza.
** Móveis Coloniais de Acaju - Brasólia
** O Livro Amarelo do Terminal - Vanessa Barbara
quinta-feira, 17 de julho de 2008
PROGRAMAÇÃO INTERROMPIDA
São inúmeras as coisas que deixamos para trás antes mesmo de começá-las. Por isso não senti tanta vontade de matar o autor. O que me perturba mesmo é esse estado de abandono que vivencio de mãos dadas a mim mesma.
Terminar antes de começar é pior do que terminar e não finalizar? Pergunto a Protógenes Queiroz.Afinal, não se pode manchar a imagem da nossa polícia. Acho.
domingo, 13 de julho de 2008
Hein??? Feriado quando???
Associo a fraca lembrança ao estado de dormencia que alguns remédios me haviam proporcionado, mas nem a agenda que eu tinha manipulado no dia anterior me faziam lembrar que bexiga de dia era aquele que eu passaria em cima da cama.
O pai Google entrou em ação e me mostrou o dia precioso ganhado com a derrota militar da Revolução Constitucionalista de 32. Mas por que diabos eu queria mesmo saber isso? Ah! Claro, estava de atestado.
Prefiro evitar os acontecimentos que se arrastaram, literalmente, até o fim de semana. Mas as coisas sempre podem melhorar e se tornar mais saudáveis... menos eu! Manos de malas prontas e vaga no carro, eu disse: VAGA NO CARRO, para viajar para Cananéia. E eu? Eu poderia ir e aproveitar a tão falada Festa do Mar!!! Poderia? Não.... não poderia.
Trocando em miúdos, é uma sorte que Deus benza. E eu espero que Ele benza mesmo!!!
sexta-feira, 11 de julho de 2008
descanso
Sem eira nem beira rastejo a procura da alma perfeita
não de outra, mas da minha
perdeu-se ao lado do copo, na última tragada
do último vestígio branco de cantos iluminados
não pela mão de outro, mas pela minha
prometeu não mais voltar e assim o fez
deixou-me só com o vazio eterno que sinto
na mente, no corpo, e na alma
mergulhar no sono traz ânsias
derrota
preguiça
.
.
.
durmo
terça-feira, 8 de julho de 2008
Um pastelão diferentão
Um super-herói negro, já começa daí! o.O Estraaaanho!
uhauhauhauhauhauha
O filme é bom. Algo me surpreendeu. Entrei com um preconceito danadão. Achei que fosse ver vááááários efeitos, com planos abertos, tipo os super-heróis típicos! Mas os planos fechados que foram usados me encantaram. Quem assistir vai perguntar como pude. Mas é algo que gosto.
Achei até que foram as únicas dicas de um final que na metade passa a ser esperado, e nem combinou com o roteiro a maior parte do tempo, mas enfim!
Perceba que mulher forte tem olho maquiado escuuuro! auhauhauhauahuahuahuaha "Falha terrível!"
A mensagem é maneira, e serviu!
Agora é só esperar uma telinha nacional:
Era uma vez: Trilha perfeitona, basta ver se o filme também é.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Invertendo a pirâmide invertida
Encontrei um tópico sobre uma das minhas melhores professoras do Ensino Médio em uma das comunidades do Orkut. A responsabilidade no ensino, a severa forma de avaliação e o ato de lecionar Filosofia e Geografia não foram lá boas escolhas feitas por ela. Em escola pública de periferia, filosofia é a maior viagem que a maconha pode causar a alguém.
Tudo bem que seus métodos não eram dos mais agradáveis, mas a bagagem sólida dos meus zoniados três últimos anos no Armandão passam pela Marilena, insistem no Edílson - professor de Matemática, que me faz ter remorso até hoje quando me lembro da maneira que me olhou ao lhe dizer que faria Jornalismo - e se confirma com o Tortuguita - Nelson - chatolino danadão de gramática e redação.
No primeiro ano me tornei uma pentelha from hell que saiu do fundão para estudar. Havia decidido que era hora do vestibular, e procurava, dentro das possibilidades, me esforçar um pouquinho mais. Tirei a professora de Português de vários cafezinhos no corredor, fiquei algumas horas a mais estudando divisão com vírgulas – Cristo, em pleno ‘colegial’ –, mas aprendi; acho. Estudava Biologia como uma futura admiradora de ervas naturais, mas nunca pensei nisso para vida. Definitivamente, só curtia as mitocôndrias. Eu continuava as minhas eternas visitas esporádicas à direção, mas essas não eram por matar aula, mas por debater com a vice. Ela não gostava de mim.
Muita coisa aconteceu, e não aproveitei metade do que poderia. Penso que tenho amigos que não aproveitaram absolutamente nada. E sei que há destes que nem se importam com o fato. Mas hoje à noite, vi que o Senado aprovou um projeto que destina 50% das vagas das universidades federais para estudantes de escolas públicas. Não quero repetir que as medidas escolhidas são sempre erradas, que o caminho mais fácil não é o melhor e que se devem corrigir coisas erradas da base, e não do topo. O blá blá blá hoje vai ficar na minha historinha escolar. Da notícia, exprimo o seguinte comentário: Estudantes de escolas públicas utilizam 50% das vagas das universidades federais, e freqüentam dependências de 80% das disciplinas. Juro que sem preconceito, pessoal, o buraco é muito, mais muito, mais muuuuuuito mais embaixo!
domingo, 29 de junho de 2008
Ontem sonhei que estava em Moscou...
Queimam as vaidades e esfriam o quentão
Não vejo com bons olhos as festas juninas daqui
Talvez seja o preconceito de quem já passou o mês de junho na Bahia
Mas não consigo aceitar a festa do ridículo que se transforma um período tão especial
Visão ampla não tive muita, ou conversava com amigos, no pouco espaço que conseguíamos, ou
estava bebendo, ou dançando, ou beijando

Antes, repudiava forró; e no final do quarto dia, dançava o pé de serra como uma nordestina nata
Mas nunca com o baiano perfeito que não dançava forró e nem comia acarajé o.O
E às 10 horas da manhã era hora de dormir
Pudera, dois palcos não são montados na intenção de deixar alguém parado
Nunca vou esquecer o gosto daquela bebida que levava água de coco;
Nem do sotaque que voltei falando em apenas algumas semanas;
Nem de como é bom ter os olhos beijados.
... Dançando pagode russo na boate Cossacou. Parecia até um frevo naquele cai ou não cai.
sábado, 28 de junho de 2008
Assim caminha a humanidade
Quando você pensa que conseguiu se safar porque virou o rosto na hora certa, e evitou que aquela pessoa chata se aproximasse, acredite: a pessoa chata está pensando a mesma coisa.
É como mudar a página da internet no momento em que alguém abre a porta. Ou se soltar do namorado, em um amasso daqueles, quando a sua avó entra na sala.
O que te motiva a continuar agindo assim? A hipocrisia do outro. Espera-se que, por mais que o ato seja percebido, nenhum comentário seja realizado.
Você entra no ônibus e se preocupa em pegar a passagem. É o tempo que tenho para olhar para a rua, ou começar um cochilo leve cochilo. Aí você passa mostrando na face uma vontade absoluta de encontrar um lugar no último banco do ônibus; e não me vê.
Cômodo. Continuamos a ficcional civilização, mas evitamos um tênue desgaste facial, regado a sorrisos largos e gestos obrigatórios.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
e é só senhor presidente.
Estudando projetos me inclinei para um. Noite chuvosa, e lá vou eu para o quintal de uma das casas do bairro para participar de uma reunião que envolvia o cidadão. Papo vai, papo vem. Lábia vai, lábia vem. E não via outra alternativa. Quer dizer, tinham muitas outras... e eu não ia procurar todas elas nem a pau!
Promessas? Inúmeras. Cumpridas? Sim... cumpridas. Não da forma que eu esperava, mas foram cumpridas sim! E trouxeram alguns benefícios.
Com meu primeiro voto, aprendi que as promessas não precisavam ser direcionadas para mim - fui à urna aquele ano com interesses pessoais até o último fio de cabelo.
Melhor seria se elas não existissem, acho até que estão foras de moda. Mas o que tem de gente retrô por aí não tá escrito.
terça-feira, 24 de junho de 2008
...
Aquele sorriso irônico só consegue me causar mais ódio. Sentimento que tá se voltando pra pessoa errada, porque sei que não é ele. Não são dele as palavras chulas, nem o olhar de raiva constante, nem o sono na hora errada; muito menos o desprezo.
Como uma criança que apronta, sai correndo atrás do rastro, grita frases destoantes, foge do convívio familiar. Não ele, mas este, que Ele sim vai me ajudar a enfrentar. Não é bom comprar a briga, mas é isso que estou fazendo neste exato momento. E só de escrever a dor volta e sufoca. Mas vou arrumar forças pra arrancá-lo de lá, nem que perca tudo o que não tenho, nem que abandone a sanidade no meio do caminho. Nem que tenha que ficar dia e noite ao lado da maldita pinha, porque eu sei que a resposta passa por ela.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
E se beber, não dirija! [mania maldita de títulos nada a ver]
Ela andava com os braços cruzados sobre o colo. A chuva havia bagunçado todo o cabelo, que agora escorria pelo rosto e se misturava àquela expressão vazia. Não havia por que correr. A casa ainda estava longe, e a chuva era, de fato, torrencial.
Naquela sexta-feira, era preciso subir em qualquer coisa que cobrasse tarifa intermunicipal, o que já era um absurdo para os bolsos. O destino: um posto de gasolina. Uma piadinha sobre o consumo de álcool parou antes de chegar às cordas vocais de Paula, quando conversava com Juliana ao telefone.
— Mas no posto? – perguntava ainda incrédula.
— É! A galera tem colado lá. Depois a gente pensa pra onde vai.
Juliana tinha sempre a mesma desculpa para os encontros que marcava em praças, fliperamas e esquinas estranhas. Depois que todos estivessem lá, a idéia era ir para outro lugar. Mas sempre faltava alguém, que um outro saia para buscar, ambos sumiam do mapa em um mundo de celulares pré-pagos, e todos os outros esperavam os primeiros voltarem até umas seis horas da manhã.
Quando Paula chegou ao posto, o álcool já havia saído das garrafas como verdadeiras bombas e, no mínimo, subido à cabeça de alguns garotões que disputavam quem tinha a bazuca do carro mais potente.
— Em vez de som, essas coisas poderiam conter munição – sussurrava para si mesma – seriam bem mais úteis.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
OURO DA CASA
DE PINTURAS QUE RETRATAM HUMOR COTIDIANO E
PERSONAGENS COM ASPECTOS FICCIONAIS
A sala branca e vazia fazia contraste ao vidro escuro, pelo qual podia-se ver os alunos entrando e saindo na portaria da Universidade. O silêncio e atenção ganhavam de qualquer disputa que fosse realizada contra o laboratório de química, ou mesmo contra algum outro de anatomia.
Todo o branco do chão, das paredes, e até das falsas paredes (biombos para exposição), se mostrava eficiente no poder de neutralizar sensações, pelo menos em mim. Eu, naquele momento, poderia receber qualquer informação, que o ambiente não me influenciaria em nada. Dispostas na sala, pinturas em um formato próximo daquele que mais usamos no dia-a-dia. Ah! Quatro. Quatro paredes, de fato, bastam para oferecer belas imagens, medos e desejos.
Comecei pelas pinturas de traços mais fortes, que enchiam a folha. As legendas faziam referência a um BAR. Pudera, alguém que desenha a loira do banheiro mais sexy que já vi não poderia estar em outro lugar no momento da criação. A magra figura de cabelos escorridos até a cintura e vestido branco transparente oferecia um convite ao banheiro mais próximo aos garanhões, que exclamavam: “Se no meu tempo ela fosse assim, eu não teria medo!”. Para mim, e para a colega que estava ao meu lado, o convite era outro. Os olhos brilhantes e sem pupilas nos seguiam por onde fossemos, causando admiração e medo. Fazendo-nos lembrar do passado assustado nos banheiros das escolas.
Nas outras paredes, charges. O autor destas poderia desenhar com as mãos nas Costas. Afinal, a principal característica de suas obras estava mais presente em sua personalidade, que em seus dedos. Não que estes não tenham seu mérito, longe de mim. Mas nunca pensei em uma equilibrista caminhando sobre a corda bamba para entrar no circo armado sobre um homem na cama. Isso passado para o papel, com traços alegres e festivos surpreende qualquer um.
Essas são apenas algumas das imagens que me empolgaram na pequena sala branca. Lá, os professores Bar e Da Costa expõem suas obras - premiadas no exterior - e aguardam as visitas, principalmente, dos passantes das catracas da portaria da UNISANTA.
A exposição acontece na Galeria de Arte do bloco M, Rua Oswaldo Cruz, 266, das 19h às 22h, até o dia 23 de maio.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Atrás das cortinas

A cidade estava molhada. Havia chovido durante a tarde toda, e o vento cortante do início de um adiantado inverno invadia as frestas das janelas.
Um bolero antigo, cantado em espanhol, se ambientava nas passagens dos letreiros luminosos de motéis que clamavam por atenção na avenida.
Ela fechou os olhos e se viu vestida da maneira mais brega que pôde. Brincos e colares enormes, vestido curtíssimo e batom vermelho. Os olhos semi-cerrados de ambos se divertiam a cada passo e movimento de cabeça oposto. Ao redor, todos sorriam e aplaudiam.
Ela aprendeu a dançar.
terça-feira, 29 de abril de 2008
percussão marombada
procuro dos lados, olho, vejo, mas não enxergo
se viro de costas, estranho, sei que não espero
se tenho certeza, ela não passa, vai embora
prefiro incerteza, assim de longe vai-se a hora
não tenho dinheiro, talvez não tenha nem emprego
tamanha indecência, jamais eu li nesse contexto
com boca aberta grito, sufoco e esbravejo
com boca fechada, talvez não veja tanto o medo
sentidos são sempre mais forte que eu
cabeça é só membro de corpo plebeu
naquela semana não tive porquê
só sei o que houve, no mundo ateu
embora não pense no que aconteceu
sentindo sentidos sabidos preguei
se Sartre existe no berço que é meu
não quero mais...
mais peça de museu.
[falta de sono]
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Um sintetizador... alguém... ? Alguém mais... ?
Ruídos atrapalham mais que barulhos, não? Eu acho. Não consigo parar de pensar na droga da veia.
sábado, 5 de abril de 2008
pedacinho de mundo
domingo, 23 de março de 2008
Mercadorias e Futuro - Só o amor constrói
Questionador e inflamador. De monólogo, só mesmo o único ser humano que ginga pelo palco em meio a fios e pedaleiras que direcionam luzes e sons magníficos.
Lirovisk conversa pernambucanamente com a platéia.
O espetáculo é uma estratégia de venda para o livro, ainda não lançado, de José de Paes Lira. O que encanta é a técnica usada para vender páginas que contêm apenas "poesias sobre o futuro" ou, profecias.
http://www.mercadoriasefuturo.com.br
sábado, 22 de março de 2008
Antes de envelhecer...
Aquele rosto antes tão vivo, vai se tornando opaco, e lembrar do traço marcante do rosto se torna cada dia mais difícil.
Isso faz com que eu não me arrependa de ter aquele dia te olhado nos olhos e te segurado durante alguns segundos. Só pra gravar com convicção cada cantinho do teu rosto.
Era véspera da partida. E você zombou de mim com teu sotaque arrastado como se estivesse ofendido com a minha sinceridade de dizer "é só pra não esquecer do teu sorriso".
Passados oito anos de ligações, encontros e desencontros... mal lembro dos traços que tanto me esforcei pra gravar. Mas não esqueço o brabo rapaz, que não pude fotografar.
Perguntas sem resposta.
Como escrevi idiotamente uma vez: "De fato, os fatores são outros!" São aqueles que não permitem com que a atitude seja vista como a mais perfeita característica, a espontaneidade como um ato de sinceridade e as brigas como a melhor maneira de fazer as pazes! Quero falar, ouvir, discutir e chegar em algum lugar, ou não. Mas quero conversar, gritar.... Espernear, quem sabe...
Não importa em que distância do céu esteja, eu o vejo sempre lá. Em meio às nuvens, longe do toque, perto do mundo, longe de mim.
Visto-me de hipocrisia e falsidade, e busco a chave em outro lugar. Ela só abre salas erradas. O perfeito é sempre a pura presença que se está ao longe, nunca a que possuímos, nunca a que herdamos, nunca a que tocamos, nunca a que temos. Mas a outra, ahhhhh.... a outra! A outra é vistosa. Enche os olhos de alegria e faz o coração bater tão forte que tira de ritmo uma vida inteira.
Nessa escola não sambo, nesse bloco não passo. Guardo a nota narrada, e nunca vou esquecer que foi um dez redondo e merecido. Vou sempre esperar, que aquela que se aproxime do céu, possa aproveitar cada nuvem que nele exista. E que não pense que ao encostar nelas, não poderá mais sonhar e formar os desenhos que desejava. Quero para ela, os desenhos mais bonitos que imaginei pra mim. Com um diferencial. Que sejam completamente escritos pra ela.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
meu canto abandonado
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
le la le le ô - fácil manipular
Ele entrou, olhou para os dois lados procurando. Encontrou.
Ela passava a mão direita nos cabelos, as pernas juntinhas respeitavam a saia e o olhar longe observava a praia, que passava rápido pela janela.
Ele se sentou e tentou não tocá-la, encostando-se cuidadosamente no banco.
Perto, percebeu o blush no rosto dela. Um pouco forte, mas era agradável ver aquele tom rosado em uma manhã tão sem graça.
Assim que ela o olhou, soletrou “bom dia” com um belo sorriso, ele retribuiu movendo timidamente os lábios.
Então começaram... Primeiro o tempo, depois, o clima, a orla, o ônibus, o povo, o governo, a cidadania, as pessoas, os relacionamentos, as tristezas, o desabafo.
Ela era realmente uma boa ouvinte. Falava nos momentos certos e mantinha a atenção no desabafo dele, que falava tristemente da doença de sua mãe.
Depois que ela lhe disse algumas palavras de conforto, ele fez menção de levantar; pode ver de novo o sorriso no rosto dela. Agora a mensagem foi dita:
- Vá com Deus meu filho, e que o Senhor esteja sempre com você! – disse a senhora, ajeitando novamente os lisos cabelos brancos que saíam de trás da orelha.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Pairando em outro lugar
Ela abre o jornal. Do cinza, só consegue extrair o passado. Boas sensações, prazeres. Não vê, não lê. Apenas pensa, imagina, sente.
Perde-se em devaneios, mas não pensa no futuro, não idealiza. Sonhar é uma realidade imediata, que some ao primeiro toque de telefone. E volta sem aviso, quando outra cor retoma o cinza.
domingo, 16 de dezembro de 2007
HA HA HA HA HEI
Pra mim, uma música consegue um apelo mais forte que uma foto ou um objeto. Em algumas situações, ouvir um refrão traz mais lembranças do que olhar diretamente a pessoa cuja a música faz referência.
Ouvir moscaw me faz lembrar mais das palhaçadas do Danilo do que vê-lo vestido de rato! auhauhauhauhauha
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Alergia alergia
Uma crise insuportável de rinite me pegou de surpresa hoje. Depois de receber diversos olhares estranhos, quando soltava um espirro escandaloso no meio de um montão de gente, sinto meu nariz queimar.
Perdi meu quarto para duas crianças e uma jovem mãe. Talvez por isso a falta de sono tenha me trazido mais facilmente para o computador que para o Provos, que está ótimo por sinal.
Aliás, ao falar nesse livro, senti uma vontade imensa de abrir um terceiro olho no meio da testa e tentar melhorar essa sensação filha da mãe de mente apertada por um peão num pote de comidinha de criança. Acredite, não é uma boa sensação.
sábado, 13 de outubro de 2007
Dialética
Primeiro a vontade de ser escritora me fez procurar o curso, depois de pesquisar sobre ele, achei o máximo ser redatora. Quando comecei a estudá-lo, descobri que essa função não existe mais nas redações.
Com bronquite asmática, a cortina de fumaça não tem a mínima possibilidade de existir. Ser redatora... sem chance. Escrever sem parar, romances? Hummmm
Jornalismo Literário.... essa é a fuga. Mesmo de forma tão relutante nos dias atuais....
Mais uma solução... a vida continua... tô no fluxo!
"Nos mesmos rios entramos e não entramos, somos e não somos"
Heráclito de Éfeso
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Eles não cassam? Nós caçamos coragem pra continuar.
Acabou em pizza
Senado rejeita cassação de Renan Calheiros por 40 votos a 35
Não me sai da cabeça uma Casa no estilo Big Brother com 81 jogadores. Fico triste em pensar que o nosso Renan pode acabar como um Ban-Ban, fortalecido depois de enviado tantas vezes ao paredão.
Afinal, Calheiros ainda deve enfrentar mais três representações por quebra de decoro. Ou seja, existem mais três condutas do nosso fanfarrão que vão contra aquela que deve ser adotada pelos políticos do Brasil.
Se alguém aí puder me esclarecer qual a conduta que os nossos políticos deveriam adotar... Porque não acredito que o Renan tenha feito algo que já não estejamos acostumados a ver. Seja no senado ou no nosso cotidiano.
Uso de laranjas para a compra de duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas: Essa história de emissora em Alagoas me lembra alguém. E é o Collor é?
Desvio de dinheiro público junto a ministérios administrados pelo PMDB: Quem nunca roubou que atire a primeira pedra.
Tudo bem, não precisa cassar o menino, mas eu ainda estou caçando como aguentamos tanto.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
A chave que abre e fecha o seu mundo
Talvez assim tenha mais ânimo pra fazer algumas coisas. Umas são tão complicadas e exigem tanto de mim. Tirar a toalha de cima da cama é um tormento. Espero que o pacote não demore muito a chegar aqui em casa. Aliás, dizem que ele vem com uma amostra de paciência inteiramente grátis. Nossa... se eu gostar já coloco os dois com a mesma forma de pagamento e, já é.
A única coisa que ainda me preocupa é criar algum tipo de dependência. Eu, tão disposta a dar novos rumos a minha vida dependente de alguns pacotes de coragem? Não deve ser assim tão fácil, né?
Só não sei qual o melhor site pra comprar... talvez naquele onde comprei as capsulas de auto-conhecimento, ou o daquele xarope de auto-confiança... perfeito. O do xarope ainda tá nos recentes por aqui. Funciona que é uma beleza!
;)
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Castanha-de-caju
Eu não sabia que aquele rabinho do caju era a castanha. Isso! Sem ser a do pará, a do caju mesmo. Mas eu não sabia... vou fazer o quê? Aprender é o mínimo, né?
E isso acontece sempre. Tenho vontade de bater a cabeça na parde às vezes por não conhecer algo banal, mas logo faço isso virar uma boa gargalhada e pronto. Vem a antiga sensação de antes tarde do que nunca.
Afinal, se até o presidente resolveu dar valor ao caju depois de tanto tempo, por que eu não poderia desconhecer a parte principal do fruto?
É... a parte grande e amarela (ou avermelhada) é o apetrecho. A castanha é considerada o fruto. E isso valeu até uma errata no fantástico. o.O
O caju é na verdade a castanha e o seu pedúnculo floral. Bonito hein... Falando assim dá até pra entender porque o nosso presidente apóia tanto o desenvolvimento do caju (relembrando: castanha + pedúnculo floral). Talvez para pessoas como eu ao menos descobrirem que a castanha de caju vem realmente dele. o.O
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Espero ver sempre mais.
Na quarta bati cabeça pra definir o que é cultura num processo seletivo e hoje achei a cena e a frase perfeita, tudo dentro do ônibus.
"Cultura é o que fica depois de se esquecer tudo o que foi aprendido"
André Maurois
ônibus - meu objeto de amor e ódio.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Qual a capacidade do seu crânio?
Com certeza alguma vez na vida você já foi chamado de cabeção. Cuidado! Se a sua capacidade craniana não estiver nos padrões dos homens (homo sapiens sapiens) você será certamente um perfeito objeto de estudos. Ainda mais agora que já existem dúvidas sobre o processo de evolução dos sapientes.Novos fósseis indicam que o homo erectus pode não ter evoluído do homo habilis, como acreditava-se. Dessa forma, o que garante que não existem alguns homo sapiens andando ao lado de homo sapiens sapiens por aí? HA HA! Eu iria mais longe, tanto nas afirmações, quanto na cronologia. Acredito que os "hominídeos" que circulam por aí não passam de australopithecus com o crânio um pouquinho mais desenvolvido (os australopithecus tinham cerca de 700cm³ de capacidade craniana, enquanto os homos duplamente sapientes possuem cerca de 1400cm³).
Então surge a pergunta: Será a capacidade craniana proporcional à inteligência humana? A maquininha na qual registro esse texto tosco comprova isso. Mas às vezes, me parece que a nossa tal capacidade craniana é inversamente proporcional a tantas outras atitudes que deveriamos tomar além de tentar criar chip, chip e chip.
Me empolguei escrevendo porque quase pulei de alegria ao perceber que a cadeia evolutiva que ralei pra estudar no semestre passado em antropologia não é mais a mesma. Aff... haja cabeça! ^^'
Notícia: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u318721.shtml
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Ah... Tá cheio mas vou nesse mesmo!
Estar em casa em 45 minutos me deixou mal acostumada e pegar o coletivo em Cubatão com os peões me deixou ligeiramente triste. Mais eis que surge mais um sinal de que preciso olhar com bons olhos o grande transporte de carregar gente.
Você já se sentiu curioso com o livro que alguém ao seu lado estava lendo? Eu sempre me sinto assim. Mas nunca tive a pachorra de pegar o livro da mão da pessoa e ver o que era. É, foi isso mesmo que aconteceu.
Na busca do melhor lugar nadei contra a maré e fiquei no fundão, depois da porta pra evitar empurrões desnecessários. Abri meu livrinho, que nada mais falava do que de cultura segundo algumas teorias, ou seja, nada empolgante, e comecei a ler. Até que um gordinho que estava sentado no último banco falou alguma coisa sobre o pé dele pra garota ao seu lado, me preocupei porque minha mochila estava no chão, olhei pra cara dele e, ou a minha cara era de super simpática ou ele era doido mesmo, porque no que baixei a mão por causa de uma curva ele simplesmente me deu um sorriso e pegou o livro da minha mão pra olhar. o.O Como também não bato bem das idéias, esperei ele ver o que era, (questão de educação né? o.O) e quando ele me devolveu disse que tinha visto o título cultura e se interessado já que fazia teatro.
Pra resumir mais esse registro Piracicabano acabei conversando sobre várias peças de teatro e curtas com o Gordinho que falou até da V². Muito bom... =D
Ah... falando em V²...
Estão todos convidados para baixar no Cinemark no domingo dia 12/08. Todo segundo domingo do mês a ONG Vontade de Ver (V²), que atua com projetos relacionados ao audiovisual aqui na Baixada, irá se reunir na frente do cinema às 18h30, escolher um filme aleatório pra assistir e ir depois pro Chilli Pepers conversar sobre o filme.
Bora pra "Sessão Surpresa"?
*Lembrei de você Larissa, talvez você fosse gostar de participar com a gente!
Palavras egoístas.
Para alguns a aula pode parecer a mais inútil do curso, talvez porque nela não é ensinado como memorizar uma determinada estrutura de texto te transformando num simples reprodutor de matérias, mas pra mim ela é a justificativa de uma escolha.
Mesmo quando escuto que por mais esforçada que seja posso não conseguir alcançar o que quero, ou que a droga da sociedade está infestada de "jornalistas" sem cérebro, ou mesmo aguentar os exemplos mais toscos para representar as melhores teorias, continuo achando a aula ótima. O problema é que a maioria não gosta de ouvir verdades.
É uma das aulas em que ainda escuto o professor falar, prende realmente a minha atenção, me faz pedir dica de livro depois da aula, dica de decisões de trampo, falar da melhor cerveja e desabafar.
A aula é fera e tenta enterrar os que não nasceram pra estar ali, e por isso me faz questionar sobre as minhas decisões e atitudes o tempo inteiro.
Mas eu não vou desistir. Eu estou naquela parte que quer achar um pulmão pra conseguir gritar.
Você não entendeu nada? Tudo bem, estou inserida na sociedade que cada vez mais deixa de reconhecer o outro como ser humano. Portanto, esse texto era pra mim! =)
sábado, 4 de agosto de 2007
ê Menina Polly
...........................onde foi que eu parei?..............................
no seu lugar, ora!...................................................................
............................................................mas eu nem escolhi......
..............................................e quem disse que precisa?.....................
se é o meu lugar...............................................................
.............................................o melhor lugar pra você só Ele conhece
.................mas eu não gosto daqui.......................
..............................................mas isso vai te trazer uma lição....
...................poderia aprender em um lugar melhor................
..............................e esquecer dois dias depois...............................
....por que é sempre assim?...................................................
......................................porque só assim podemos crescer...........
.................................pelo jeito não tá funcionando......................
......................pra alguém sempre funciona..................
........................................ pra quem quem não funciona?............
.....ah!.......esse deve olhar em volta e começar a jogar..........
...................jogar o quê?...............................
o jogo do contente. alguns jogam sem saber, e ganham.....
................................ me ensina?.................................
olhe em volta, veja como seus problemas não são tão ruins.....
e comece a jogar.....
O jogo não se dá em ficar feliz pela desgraça alheia, mas em ver como o seu "problema" pode se resolver de forma menos "problemática". Redundante? Talvez... e essa mente aí que não pára de pensar na mesma coisa, também é? HUmmmm... Hora de jogar"
domingo, 29 de julho de 2007
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Canção do Exílio
.
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Minha terra tem trincheiras
Onde canta o ratatá
As balas ricocheteam
Bem mais longe do que lá
Nosso chão manchado espreita
Indigentes não têm flores
E ali se esvai a vida
E a morte cessa as dores
E usar, sozinho, à noite
"Mais prazer encontro eu lá"
Minha terra tem trincheiras
Onde canta o ratatá
Essa aqui tem protetores
Que tais não encontro eu lá
E usar, sozinho, à noite
Mais prazer do que eu cá
Minha terra tem trincheiras
Onde canta o ratatá
"Não permita Deus que eu morra"
Sem ser livre como lá
Sem aproveitar fatores
Que me trouxeram pra cá
Sem que pule as trincheiras
Onde canta o ratatá
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Continue o mote.
um diálogo informal:
aline: "O Voldemort dividiu a alma e guardou os pedaços em vários objetos..."
danilo: "Isso é uma referência ao pensamento materialista que toma conta de nós, seres humanos."
o.O
Segundo o Carlos José, um professor de física malucão, parte de nossas almas vive no telefone celular. Não vai ser agora que vou me lembrar a explicação que ele deu pra isso no meio da aula de resistores, mas acho que é verdade.
Posso fazer uma lista aqui das minhas, e das suas prováveis horcrux¹.
Nossa primeira horcrux tem até um nome parecido com a da J. K Howling, o orkut. O que não tem de "teco" de alma preso nesse "site" não tá escrito. Ou melhor, está sim. Escrito, com foto e com um monte de informações complementares.
O celular também guarda algumas, talvez armazene mais almas "pós", que possuem tarifas mais baratas. E quanto mais fotos, infravermelho, bluetooth ou capuccino eles oferecem, mais a galera se aprisiona a esse trocinho.
O vício é um hábito também usado como horcrux, mas com uma grave complicação. O copo, a garrafa, a carreira, o cachimbo, e tudo o que está relacionado às nossas dependências não guardam uma parte de nós, mas consomem nossa alma pouco a pouco.
Porém, fugindo do conceito de que as horcrux só podem ser feitas em objetos, e lembrando uma que pode ter sido criada no primeiro livro da série HP [?] ... Acredito que a pior horcrux que podemos criar é aquela que não faz "referência ao pensamento materialista que toma conta de nós", mas sim do sentimento egoísta que toma conta de nós algumas vezes.
Já presenciei algumas amigas que guardaram uma parte muito grande de suas almas em um outro coração humano. Mas ao precisar retirar, perceberam que era mais difícil do que elas imaginavam quebrar o "objeto" e matar as partes de si mesmas que haviam depositado.
Por isso, acho eu, que, quando encontramos alguém que seja tão especial a ponto de merecer um pedação da nossa alma, ele deve compartilhá-la com todas as outras pessoas que também consideramos assim. Só esses amigos poderão nos ajudar, mesmo sem ter a parte ausente, na grande reforma pela qual iremos passar.
1 Nome dado ao objeto que guarda parte da alma de um bruxo segundo o livro Harry Potter e o Enigma do Príncipe.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Resultado Surreal
Será que sempre foi assim? Afinal, quem administra esse país? Não cabe a mim falar dos senadores, deputados e outros filhos da puta. Mal sei o que exatamente eles deveriam fazer em suas funções, que dirá o que eles fazem lá.
É... Esse é um dos problemas, senão o maior deles. Esperamos que os responsáveis pela organização dessa zona façam sua parte, mas continuamos a esperar por algo que não vem, que não sabemos de onde vem, e nem como deveria vir. Então, não cobramos.
A distância do que exatamente pode ser tocado para gerar mudança é infinita. Cada vez trabalha-se mais para mudar o pouco que representa cada vez menos a realidade.
Preciso entender melhor a "Aldeia Global" de Mc Luhan para conhecer bem o conceito que de forma indireta acabo culpando, e que infelizmente não faz muito sentido.
Ter noção dos acontecimentos mundiais lhe dá a idéia de que você, de alguma maneira, faz parte disso. Mas conhecimento não é participação, e participação sem conhecimento inexiste.
É querer demais mexer no topo do poder? É querer demais explodir tudo e recomeçar?
Porque nesse exato momento, pra mim, a sociedade parece uma enorme equação. Daquelas que você não sabe se deve primeiro fatorar, tirar os parênteses, colchetes ou chaves. E o pior de tudo, é que por mais que se tente, existe a certeza absoluta de que desenvolvida da forma que está, pode haver maioria positiva ou sinais iguais. Não importa, o resultado final vai continuar gerando um sinal negativo.
Alguém joga uma borracha?
terça-feira, 26 de junho de 2007
Subentenda!
Sexo, drogas, música, cores e uma ideologia aqui e outra ali. o.O
Quem se importa com as flores?
Ou com as armas?
Quem viveu nesse período talvez sinta náuseas todos os dias ao sair de casa.
Ou não...
Sinto náuseas por não ter vivido o tempo deles.
Qualquer luta por mais que se perdesse seria mais compensadora do que sentar e esperar o tempo passar por cima de nós.
O comodismo pós-moderno transtorna e carrega pra outra área mental. Lá, não se é possível pensar em combater as idiotices do dia-a-dia.
A próxima guerra será algo como "a batalha dos ipod's".
Fodam-se os ipod's. Nem botão de ligar e desligar essas drogas têm. Assim como todo o resto dos aparelhos. A tendência é tudo estar subentendido.
Subentende-se que você subentenda que aquele botão central faz todas as espécies de funções positivas. Subentende-se que você subentenda que passar o dedo sobre algo que parece mera decoração vai fazer o arquivo adiantar ou retroceder de acordo com a roçada do seu dedo. Isso se o botão central não tiver acionado positivamente outra função que fará o mesmo botão de rolar o dedo se tornar o seu controle de volume. Isso sem falar de a maioria dos botões que acionam as funções de negação e volta se localizarem no lado esquerdo do aparelho. Isso também deve estar subentendido. Afinal, você nunca percebeu que se o não tem um lado esse lado é o esquerdo? E se no celular ele está vermelho não é preciso mais nada. Símbolos, ícones e sinais. É só do que temos vivido. A besta aqui quer um mapa pra mexer no ipod....
"Besta é tu.
Não viver nesse mundo, se não há outro mundo. "
Os apelos por subentendimento são tão comuns que já perdi as contas de quantos fiz aqui.
Subentenda ou finja que subentendeu. Na verdade não vai fazer muita diferença. Acho!