terça-feira, 29 de julho de 2008

Vai pagar quanto?

Foi virar a página e começar e cair na gargalhada! Quanto deve ter custado para a Folha de S. Paulo publicar este anúncio?

Durante dois dias – ontem e hoje – uma página iniciada com o logo de um jornal denominado O Paulistano, informava a morte do personagem Marcelo Fontini, da novela global A Favorita, escrita por João Emanuel Carneiro. Meia página de manchete, linha fina, retranca, texto, fotos, chamadas e até box estruturavam um conteúdo digno de estar exposto em revistas do tipo “leia aqui o próximo capítulo”. Exceto pelo fato de que o informe não tratava de capítulos futuros, mas de detalhar o que já aconteceu na trama da novela, que dizem ser das “oito”, mas que começa às 21h.

Admito aqui os motivos que me levaram a destacar esse informe publicitário dentro de um jornal que a cada dia tem mais páginas para anúncios: O sensacionalismo, o tamanho do espaço reservado e claro, o acompanhamento da novela. É, por mais que pareça desculpa, o horário da novela é o único momento em que a senhora noveleira minha mãe pára quietinha, e então, conseguimos trocar algumas palavras nesses meus dias de férias.

Percebi que estava assistindo demais quando meu irmão tirou sarro de uma das minhas frases durante a novela: “Nossa mãe, mancada da Flora, né?”. O infame rolava de rir no outro sofá: “Pra quem odiava novela... você tá indo bem!”, ele repetia. Mas voltando ao anúncio. Foi a primeira vez que vi algo do tipo. E acredito que tenha sido uma maneira de remediar um roteiro mal escrito, e totalmente sem direção.

Em casa, ao mostrar a página para minha mãe, meu pai perguntou: “Jornal novo? Onde você conseguiu?”. E aí, me pergunto de novo: quanto, mas quanto deve custar um anúncio que, além de rebaixar o texto jornalístico [pois apenas a forma remete a um jornal], confundi a imagem da empresa que o veicula, e se presta a corrigir, nas páginas dos jornais, possíveis falhas de um profissional que escreve para o público televisivo? Hein, hein?

>> scanner travado, fico devendo a imagem.
>> hoje, cotidiano - C11, FOLHA DE S. PAULO

domingo, 27 de julho de 2008

Você poderia arrumar uma chance. Arrumar porque ela poderia ser minha ou sua. Não há como saber. Será que nunca pensou sobre isso?

Eu penso muito, e cheguei até aqui. Sempre tendendo a arrumar o maior número de chances possíveis nessa minha vida maluca.

Cansada de ouvir o mesmo repertório, resolvi não ir mais ao show. Isso pode me fazer perder uma mudança de timbre, uma nova canção, ou o que é pior: o perfeito acústico das melhores canções tocadas antes da fama. O anonimato é o período de que mais sinto falta.

Mas acho que é melhor assim. E como boa aproveitadora de chances que sou: apenas acho que é melhor assim.

Só toque na minha rádio se for lançamento, sou péssima nisso, mas chegou minha vez de sintonizar. Espero poder te ouvir quando só estiverem tocando os antigos acústicos na minha cabeça.


Amanhã >> Latuya

Amanhã será talvez
Como nunca foi então
Sei que posso esperar
Amanhã talvez será

Amanhã o dia
Amanhã o céu e o mar
Tempo traz essa maré
Amanhã talvez será

O tempo vai parar
Assim mais uma vez
Com você aqui do meu lado

Um amor tão triste
Sua vida é esperar
Hoje aí sozinha
Amanhã talvez será

O tempo vai parar
Assim mais uma vez
Com você aqui do meu lado

sexta-feira, 25 de julho de 2008

evolução

o último a sair pode levar as botas, porque é por aqui que eu vou ficar. pelo menos por enquanto.

enfiada até o pescoço nos sons do manguebeat, coisas novas vêm ao meu encontro. e se estabelecem, veja!

fugindo para a ala dos loucos latinos brasileiros:

♪ - Na Confraria das Sedutoras, 3namassa
► Certeza

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Você Alguma Vez Viu A Chuva?

Alguém me falou há muito tempo
que há uma calmaria antes da tempestade.
Eu sei; vem vindo há algum tempo.
Dizem que quando terminar choverá num dia ensolarado.
Eu sei; brilhando como água.

Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva?
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva
Caindo em um dia ensolarado?

Ontem e nos dias anteriores,
o sol estava frio e a chuva estava forte.
Eu sei; tem sido assim toda a minha vida.
E para sempre assim será
através do ciclo, rápido e devagar.
Eu sei; isso não vai parar, eu me pergunto.

Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva?
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva
Caindo em um dia glorioso?

Yeah!

Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva?
Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva
Caindo em um dia ensolarado?


>> Creedence Clearwater Revival

sábado, 19 de julho de 2008

pipoca, fone e silêncio

BELLA, foi esse o filme de hoje no Posto 4. José, chef de cozinha no restaurante do irmão, abandona a cozinha durante um dia movimentado para acompanhar uma funcionária que acabara de ser desperdida do restaurante. Eles passeiam por Nova Iorque e fazem de um dia que tinha tudo para dar errado, um recomeço para suas vidas. De impacto apaixonante, tem a edição como diferencial.

♪ - Donkey, CANSEI DE SER SEXY
► Give up
Evoluindo, acho.


az - Cem Quilos de Ouro, FERNANDO MORAIS
Aprendendo, certeza.

** Móveis Coloniais de Acaju - Brasólia
** O Livro Amarelo do Terminal - Vanessa Barbara

quinta-feira, 17 de julho de 2008

PROGRAMAÇÃO INTERROMPIDA

Quando terminei de ler O Apanhador no Campo de Centeio, percebi que a imensa narrativa se compara a uma introdução que simplesmente termina antes de tomar corpo.

São inúmeras as coisas que deixamos para trás antes mesmo de começá-las. Por isso não senti tanta vontade de matar o autor. O que me perturba mesmo é esse estado de abandono que vivencio de mãos dadas a mim mesma.

Terminar antes de começar é pior do que terminar e não finalizar? Pergunto a Protógenes Queiroz.

Aliás, acho até que ele foi afastado por causa da camisa da Polícia Federal totalmente manchada que usou na entrevista coletiva da Operação Satiagraha (Estava manchada, não estava?).

Afinal, não se pode manchar a imagem da nossa polícia. Acho.


>>Foto: Danilo Verpa/Folha Imagem

domingo, 13 de julho de 2008

Hein??? Feriado quando???

Ainda era tarde do dia 8 quando minha mãe me avisou que o dia seguinte — do preguiçoso mês de julho — seria feriado. Juro que usei as minhas péssimas lembranças de atrevida pauteira para lembrar o porquê do feriado.

Associo a fraca lembrança ao estado de dormencia que alguns remédios me haviam proporcionado, mas nem a agenda que eu tinha manipulado no dia anterior me faziam lembrar que bexiga de dia era aquele que eu passaria em cima da cama.

O pai Google entrou em ação e me mostrou o dia precioso ganhado com a derrota militar da Revolução Constitucionalista de 32. Mas por que diabos eu queria mesmo saber isso? Ah! Claro, estava de atestado.

Prefiro evitar os acontecimentos que se arrastaram, literalmente, até o fim de semana. Mas as coisas sempre podem melhorar e se tornar mais saudáveis... menos eu! Manos de malas prontas e vaga no carro, eu disse: VAGA NO CARRO, para viajar para Cananéia. E eu? Eu poderia ir e aproveitar a tão falada Festa do Mar!!! Poderia? Não.... não poderia.

Trocando em miúdos, é uma sorte que Deus benza. E eu espero que Ele benza mesmo!!!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

descanso

Sem eira nem beira rastejo a procura da alma perfeita

não de outra, mas da minha
perdeu-se ao lado do copo, na última tragada
do último vestígio branco de cantos iluminados

não pela mão de outro, mas pela minha
prometeu não mais voltar e assim o fez
deixou-me só com o vazio eterno que sinto
na mente, no corpo, e na alma

mergulhar no sono traz ânsias

derrota

preguiça

.

.

.

durmo

terça-feira, 8 de julho de 2008

Um pastelão diferentão

Hancock — minha visão sem fundamento

Um super-herói negro, já começa daí! o.O Estraaaanho!
uhauhauhauhauhauha
O filme é bom. Algo me surpreendeu. Entrei com um preconceito danadão. Achei que fosse ver vááááários efeitos, com planos abertos, tipo os super-heróis típicos! Mas os planos fechados que foram usados me encantaram. Quem assistir vai perguntar como pude. Mas é algo que gosto.
Achei até que foram as únicas dicas de um final que na metade passa a ser esperado, e nem combinou com o roteiro a maior parte do tempo, mas enfim!

Perceba que mulher forte tem olho maquiado escuuuro! auhauhauhauahuahuahuaha "Falha terrível!"

A mensagem é maneira, e serviu!

Agora é só esperar uma telinha nacional:

Era uma vez: Trilha perfeitona, basta ver se o filme também é.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Invertendo a pirâmide invertida

Encontrei um tópico sobre uma das minhas melhores professoras do Ensino Médio em uma das comunidades do Orkut. A responsabilidade no ensino, a severa forma de avaliação e o ato de lecionar Filosofia e Geografia não foram lá boas escolhas feitas por ela. Em escola pública de periferia, filosofia é a maior viagem que a maconha pode causar a alguém.

Tudo bem que seus métodos não eram dos mais agradáveis, mas a bagagem sólida dos meus zoniados três últimos anos no Armandão passam pela Marilena, insistem no Edílson - professor de Matemática, que me faz ter remorso até hoje quando me lembro da maneira que me olhou ao lhe dizer que faria Jornalismo - e se confirma com o Tortuguita - Nelson - chatolino danadão de gramática e redação.

No primeiro ano me tornei uma pentelha from hell que saiu do fundão para estudar. Havia decidido que era hora do vestibular, e procurava, dentro das possibilidades, me esforçar um pouquinho mais. Tirei a professora de Português de vários cafezinhos no corredor, fiquei algumas horas a mais estudando divisão com vírgulas – Cristo, em pleno ‘colegial’ –, mas aprendi; acho. Estudava Biologia como uma futura admiradora de ervas naturais, mas nunca pensei nisso para vida. Definitivamente, só curtia as mitocôndrias. Eu continuava as minhas eternas visitas esporádicas à direção, mas essas não eram por matar aula, mas por debater com a vice. Ela não gostava de mim.

Muita coisa aconteceu, e não aproveitei metade do que poderia. Penso que tenho amigos que não aproveitaram absolutamente nada. E sei que há destes que nem se importam com o fato. Mas hoje à noite, vi que o Senado aprovou um projeto que destina 50% das vagas das universidades federais para estudantes de escolas públicas. Não quero repetir que as medidas escolhidas são sempre erradas, que o caminho mais fácil não é o melhor e que se devem corrigir coisas erradas da base, e não do topo. O blá blá blá hoje vai ficar na minha historinha escolar. Da notícia, exprimo o seguinte comentário: Estudantes de escolas públicas utilizam 50% das vagas das universidades federais, e freqüentam dependências de 80% das disciplinas. Juro que sem preconceito, pessoal, o buraco é muito, mais muito, mais muuuuuuito mais embaixo!

domingo, 29 de junho de 2008

Ontem sonhei que estava em Moscou...

As fogueiras dos sãos invadem as cidades
Queimam as vaidades e esfriam o quentão


Não vejo com bons olhos as festas juninas daqui
Talvez seja o preconceito de quem já passou o mês de junho na Bahia
Mas não consigo aceitar a festa do ridículo que se transforma um período tão especial

Ainda posso lembrar do cheiro da palha que cobria as barracas
Delas saiam fitas coloridas que se uniam no centro da praça, a praça do forró
Visão ampla não tive muita, ou conversava com amigos, no pouco espaço que conseguíamos, ou
estava bebendo, ou dançando, ou beijando
Antes, repudiava forró; e no final do quarto dia, dançava o pé de serra como uma nordestina nata
Mas nunca com o baiano perfeito que não dançava forró e nem comia acarajé o.O
E às 10 horas da manhã era hora de dormir
Pudera, dois palcos não são montados na intenção de deixar alguém parado
Nunca vou esquecer o gosto daquela bebida que levava água de coco;
Nem do sotaque que voltei falando em apenas algumas semanas;
Nem de como é bom ter os olhos beijados.

... Dançando pagode russo na boate Cossacou. Parecia até um frevo naquele cai ou não cai.

sábado, 28 de junho de 2008

Assim caminha a humanidade

Quando você pensa que conseguiu se safar porque virou o rosto na hora certa, e evitou que aquela pessoa chata se aproximasse, acredite: a pessoa chata está pensando a mesma coisa.

É como mudar a página da internet no momento em que alguém abre a porta. Ou se soltar do namorado, em um amasso daqueles, quando a sua avó entra na sala.

O que te motiva a continuar agindo assim? A hipocrisia do outro. Espera-se que, por mais que o ato seja percebido, nenhum comentário seja realizado.

Você entra no ônibus e se preocupa em pegar a passagem. É o tempo que tenho para olhar para a rua, ou começar um cochilo leve cochilo. Aí você passa mostrando na face uma vontade absoluta de encontrar um lugar no último banco do ônibus; e não me vê.

Cômodo. Continuamos a ficcional civilização, mas evitamos um tênue desgaste facial, regado a sorrisos largos e gestos obrigatórios.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

e é só senhor presidente.

Há quatro anos, eu pesquisava qual seria o candidato a vereador que teria a honra de receber o meu primeiro voto. Ficava lamentando o fato de não votar em Santos, lá eu teria candidato certo. Não que fosse o melhor, mas com esse sentava no bar, tomava cerveja e conhecia boa parte dos projetos. Mas eu morava, e ainda moro, em São Vicente; e era daqui que tinha que sair alguém.

Estudando projetos me inclinei para um. Noite chuvosa, e lá vou eu para o quintal de uma das casas do bairro para participar de uma reunião que envolvia o cidadão. Papo vai, papo vem. Lábia vai, lábia vem. E não via outra alternativa. Quer dizer, tinham muitas outras... e eu não ia procurar todas elas nem a pau!

Promessas? Inúmeras. Cumpridas? Sim... cumpridas. Não da forma que eu esperava, mas foram cumpridas sim! E trouxeram alguns benefícios.

Com meu primeiro voto, aprendi que as promessas não precisavam ser direcionadas para mim - fui à urna aquele ano com interesses pessoais até o último fio de cabelo.

Melhor seria se elas não existissem, acho até que estão foras de moda. Mas o que tem de gente retrô por aí não tá escrito.

terça-feira, 24 de junho de 2008

...

Um dia tentei entender o poder da pinha. E quase fiquei doidinha também. Tenho meus medos de descobrir a verdade, ô se tenho! Mas nada me impulsiona mais do que passar a noite em claro, esperando o responsável pelo aperto no peito chegar.

Aquele sorriso irônico só consegue me causar mais ódio. Sentimento que tá se voltando pra pessoa errada, porque sei que não é ele. Não são dele as palavras chulas, nem o olhar de raiva constante, nem o sono na hora errada; muito menos o desprezo.

Como uma criança que apronta, sai correndo atrás do rastro, grita frases destoantes, foge do convívio familiar. Não ele, mas este, que Ele sim vai me ajudar a enfrentar. Não é bom comprar a briga, mas é isso que estou fazendo neste exato momento. E só de escrever a dor volta e sufoca. Mas vou arrumar forças pra arrancá-lo de lá, nem que perca tudo o que não tenho, nem que abandone a sanidade no meio do caminho. Nem que tenha que ficar dia e noite ao lado da maldita pinha, porque eu sei que a resposta passa por ela.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

E se beber, não dirija! [mania maldita de títulos nada a ver]

Ela andava com os braços cruzados sobre o colo. A chuva havia bagunçado todo o cabelo, que agora escorria pelo rosto e se misturava àquela expressão vazia. Não havia por que correr. A casa ainda estava longe, e a chuva era, de fato, torrencial.

Paula havia bebido durante toda a noite. Ela não esperava voltar dirigindo porque nem bicicleta tinha. A certeza de que não precisaria colocar a boca em bafômetros oferecidos com olhares maliciosos por malditos rodoviários pessimamente fardados foi a principal responsável pelas caipirinhas, vinhos e misturas, que nem ela conhecia o conteúdo. Beber com os amigos era mais que divertimento, era uma obrigação. A única maneira de mostrar que estava por perto, descobrir as novidades, arrumar pequenas discussões que não demonstravam mais que afeto e dormir como um bebê quando se jogava na cama cheia de roupas que deveriam estar no guarda roupa.

Era difícil fazer outro tipo de programa nas sextas. Já no sábado, as promessas de mudanças comportamentais eram repetidas pela boca que espirrava pasta de dente no espelho, enquanto as olheiras eram praguejadas. Mas voltar para casa depois do trabalho e ficar vendo televisão sozinha na bendita sexta-feira era um verdadeiro martírio. Não importava se naquele dia ela tivesse saído às ruas com algo que mais parecia um pijama, sexta era dia de pedir uma ligação pra celular no PABX da empresa e pegar o ônibus que passasse mais próximo do ponto de concentração escolhido na semana.

Naquela sexta-feira, era preciso subir em qualquer coisa que cobrasse tarifa intermunicipal, o que já era um absurdo para os bolsos. O destino: um posto de gasolina. Uma piadinha sobre o consumo de álcool parou antes de chegar às cordas vocais de Paula, quando conversava com Juliana ao telefone.

— Mas no posto? – perguntava ainda incrédula.

— É! A galera tem colado lá. Depois a gente pensa pra onde vai.

Juliana tinha sempre a mesma desculpa para os encontros que marcava em praças, fliperamas e esquinas estranhas. Depois que todos estivessem lá, a idéia era ir para outro lugar. Mas sempre faltava alguém, que um outro saia para buscar, ambos sumiam do mapa em um mundo de celulares pré-pagos, e todos os outros esperavam os primeiros voltarem até umas seis horas da manhã.

Quando Paula chegou ao posto, o álcool já havia saído das garrafas como verdadeiras bombas e, no mínimo, subido à cabeça de alguns garotões que disputavam quem tinha a bazuca do carro mais potente.

— Em vez de som, essas coisas poderiam conter munição – sussurrava para si mesma – seriam bem mais úteis.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Online - Unisanta

PRIMEIRA PÁGINA



PUBLICAÇÕES ANTERIORES

Oferta de crédito estimula setor imobiliário



OURO DA CASA

PROFESSORES DO CURSO DE MULTIMEIOS REALIZAM MOSTRA
DE PINTURAS QUE RETRATAM HUMOR COTIDIANO E
PERSONAGENS COM ASPECTOS FICCIONAIS


A sala branca e vazia fazia contraste ao vidro escuro, pelo qual podia-se ver os alunos entrando e saindo na portaria da Universidade. O silêncio e atenção ganhavam de qualquer disputa que fosse realizada contra o laboratório de química, ou mesmo contra algum outro de anatomia.

Todo o branco do chão, das paredes, e até das falsas paredes (biombos para exposição), se mostrava eficiente no poder de neutralizar sensações, pelo menos em mim. Eu, naquele momento, poderia receber qualquer informação, que o ambiente não me influenciaria em nada. Dispostas na sala, pinturas em um formato próximo daquele que mais usamos no dia-a-dia. Ah! Quatro. Quatro paredes, de fato, bastam para oferecer belas imagens, medos e desejos.

Comecei pelas pinturas de traços mais fortes, que enchiam a folha. As legendas faziam referência a um BAR. Pudera, alguém que desenha a loira do banheiro mais sexy que já vi não poderia estar em outro lugar no momento da criação. A magra figura de cabelos escorridos até a cintura e vestido branco transparente oferecia um convite ao banheiro mais próximo aos garanhões, que exclamavam: “Se no meu tempo ela fosse assim, eu não teria medo!”. Para mim, e para a colega que estava ao meu lado, o convite era outro. Os olhos brilhantes e sem pupilas nos seguiam por onde fossemos, causando admiração e medo. Fazendo-nos lembrar do passado assustado nos banheiros das escolas.

Nas outras paredes, charges. O autor destas poderia desenhar com as mãos nas Costas. Afinal, a principal característica de suas obras estava mais presente em sua personalidade, que em seus dedos. Não que estes não tenham seu mérito, longe de mim. Mas nunca pensei em uma equilibrista caminhando sobre a corda bamba para entrar no circo armado sobre um homem na cama. Isso passado para o papel, com traços alegres e festivos surpreende qualquer um.

Essas são apenas algumas das imagens que me empolgaram na pequena sala branca. Lá, os professores Bar e Da Costa expõem suas obras - premiadas no exterior - e aguardam as visitas, principalmente, dos passantes das catracas da portaria da UNISANTA.

A exposição acontece na Galeria de Arte do bloco M, Rua Oswaldo Cruz, 266, das 19h às 22h, até o dia 23 de maio.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Atrás das cortinas


A cidade estava molhada. Havia chovido durante a tarde toda, e o vento cortante do início de um adiantado inverno invadia as frestas das janelas.
Um bolero antigo, cantado em espanhol, se ambientava nas passagens dos letreiros luminosos de motéis que clamavam por atenção na avenida.
Ela fechou os olhos e se viu vestida da maneira mais brega que pôde. Brincos e colares enormes, vestido curtíssimo e batom vermelho. Os olhos semi-cerrados de ambos se divertiam a cada passo e movimento de cabeça oposto. Ao redor, todos sorriam e aplaudiam.
Ela aprendeu a dançar.

terça-feira, 29 de abril de 2008

percussão marombada

[sussurro] tiquetaqueando

procuro dos lados, olho, vejo, mas não enxergo
se viro de costas, estranho, sei que não espero

se tenho certeza, ela não passa, vai embora
prefiro incerteza, assim de longe vai-se a hora

não tenho dinheiro, talvez não tenha nem emprego
tamanha indecência, jamais eu li nesse contexto

com boca aberta grito, sufoco e esbravejo
com boca fechada, talvez não veja tanto o medo

sentidos são sempre mais forte que eu
cabeça é só membro de corpo plebeu
naquela semana não tive porquê
só sei o que houve, no mundo ateu

embora não pense no que aconteceu
sentindo sentidos sabidos preguei
se Sartre existe no berço que é meu
não quero mais...
mais peça de museu.

[falta de sono]

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Um sintetizador... alguém... ? Alguém mais... ?

Quando reclamei do silêncio, o gato da Bilá voltou a miar desesperadamente e o motor da geladeira voltou a trabalhar. Dificilmente ele some por completo. A respiração ou a mente insana trabalhando não permitem. Agora mesmo o ventilador e o teclado agem. Ah! Tem também uma veia estranha que cismou em pulsar no meu braço esquerdo, mas acredito que elevar isso a condição de barulho é um problema da mente insana que tá trabalhando.
Ruídos atrapalham mais que barulhos, não? Eu acho. Não consigo parar de pensar na droga da veia.

sábado, 5 de abril de 2008

pedacinho de mundo

Muro baixo e portão aberto. A vila não era perigosa. Todas as tardes todos sentavam-se às portas para terminar a tarde, que havia passado embaixo dos olhos de siesta. Com o ventinho frio da noite os mais jovens faziam fogueiras, os mais velhos se recolhiam. Esse era o momento ideal de falar de qualquer coisa. Apontar e dissertar sobre a constelação mais bonita, lembrar de histórias contadas na infância e rir de piadas sem graça. Tudo no mesmo ritmo, sem pressa...

domingo, 23 de março de 2008

Mercadorias e Futuro - Só o amor constrói

"Todos trabalham e todos têm acesso ao seu trabalho?"

Questionador e inflamador. De monólogo, só mesmo o único ser humano que ginga pelo palco em meio a fios e pedaleiras que direcionam luzes e sons magníficos.
Lirovisk conversa pernambucanamente com a platéia.

O espetáculo é uma estratégia de venda para o livro, ainda não lançado, de José de Paes Lira. O que encanta é a técnica usada para vender páginas que contêm apenas "poesias sobre o futuro" ou, profecias.

http://www.mercadoriasefuturo.com.br

sábado, 22 de março de 2008

Antes de envelhecer...

É tão estranha a maneira como as lembranças vão se perdendo no decorrer do tempo.
Aquele rosto antes tão vivo, vai se tornando opaco, e lembrar do traço marcante do rosto se torna cada dia mais difícil.
Isso faz com que eu não me arrependa de ter aquele dia te olhado nos olhos e te segurado durante alguns segundos. Só pra gravar com convicção cada cantinho do teu rosto.
Era véspera da partida. E você zombou de mim com teu sotaque arrastado como se estivesse ofendido com a minha sinceridade de dizer "é só pra não esquecer do teu sorriso".
Passados oito anos de ligações, encontros e desencontros... mal lembro dos traços que tanto me esforcei pra gravar. Mas não esqueço o brabo rapaz, que não pude fotografar.

Perguntas sem resposta.

Nunca me fiz tantas perguntas em um espaço tão curto de tempo. Perguntas que foram desde o fato de eu estar errada, ou o centro do mundo do avesso [o centro do mundo do avesso?? o.O... enfim...]. Mas não acredito muito que a ordem disso tudo irá alterar alguma coisa nessa altura do campeonato.

Como escrevi idiotamente uma vez: "De fato, os fatores são outros!" São aqueles que não permitem com que a atitude seja vista como a mais perfeita característica, a espontaneidade como um ato de sinceridade e as brigas como a melhor maneira de fazer as pazes! Quero falar, ouvir, discutir e chegar em algum lugar, ou não. Mas quero conversar, gritar.... Espernear, quem sabe...

Não importa em que distância do céu esteja, eu o vejo sempre lá. Em meio às nuvens, longe do toque, perto do mundo, longe de mim.

Visto-me de hipocrisia e falsidade, e busco a chave em outro lugar. Ela só abre salas erradas. O perfeito é sempre a pura presença que se está ao longe, nunca a que possuímos, nunca a que herdamos, nunca a que tocamos, nunca a que temos. Mas a outra, ahhhhh.... a outra! A outra é vistosa. Enche os olhos de alegria e faz o coração bater tão forte que tira de ritmo uma vida inteira.

Nessa escola não sambo, nesse bloco não passo. Guardo a nota narrada, e nunca vou esquecer que foi um dez redondo e merecido. Vou sempre esperar, que aquela que se aproxime do céu, possa aproveitar cada nuvem que nele exista. E que não pense que ao encostar nelas, não poderá mais sonhar e formar os desenhos que desejava. Quero para ela, os desenhos mais bonitos que imaginei pra mim. Com um diferencial. Que sejam completamente escritos pra ela.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

meu canto abandonado

O all star sedentário não se move um passo. Ele continua parado com a língua pra fora. Um exercício constante de captar qualquer molécula pendente no ar. Sejá de vírus, bactéria ou derivados monocromáticos de carbono.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

le la le le ô - fácil manipular

Ele entrou, olhou para os dois lados procurando. Encontrou.

Ela passava a mão direita nos cabelos, as pernas juntinhas respeitavam a saia e o olhar longe observava a praia, que passava rápido pela janela.

Ele se sentou e tentou não tocá-la, encostando-se cuidadosamente no banco.

Perto, percebeu o blush no rosto dela. Um pouco forte, mas era agradável ver aquele tom rosado em uma manhã tão sem graça.

Assim que ela o olhou, soletrou “bom dia” com um belo sorriso, ele retribuiu movendo timidamente os lábios.

Então começaram... Primeiro o tempo, depois, o clima, a orla, o ônibus, o povo, o governo, a cidadania, as pessoas, os relacionamentos, as tristezas, o desabafo.

Ela era realmente uma boa ouvinte. Falava nos momentos certos e mantinha a atenção no desabafo dele, que falava tristemente da doença de sua mãe.

Depois que ela lhe disse algumas palavras de conforto, ele fez menção de levantar; pode ver de novo o sorriso no rosto dela. Agora a mensagem foi dita:

- Vá com Deus meu filho, e que o Senhor esteja sempre com você! – disse a senhora, ajeitando novamente os lisos cabelos brancos que saíam de trás da orelha.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Pairando em outro lugar

Ela abre o jornal. Do cinza, só consegue extrair o passado. Boas sensações, prazeres. Não vê, não lê. Apenas pensa, imagina, sente.

Perde-se em devaneios, mas não pensa no futuro, não idealiza. Sonhar é uma realidade imediata, que some ao primeiro toque de telefone. E volta sem aviso, quando outra cor retoma o cinza.

domingo, 16 de dezembro de 2007

HA HA HA HA HEI

Algumas pessoas consideram determinada música como 'A' trilha sonora de suas vidas. Eu não consigo. Cada momento tem uma música e todas elas são perfeitas e muito importantes. Não me canso de dizer que talvez seja por isso que nunca tive TV a cabo, o excesso de opções me deixa eufórica.
Pra mim, uma música consegue um apelo mais forte que uma foto ou um objeto. Em algumas situações, ouvir um refrão traz mais lembranças do que olhar diretamente a pessoa cuja a música faz referência.
Ouvir moscaw me faz lembrar mais das palhaçadas do Danilo do que vê-lo vestido de rato! auhauhauhauhauha

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Alergia alergia

O cantinho da tela informa que são 03h32. Minha vontade de escrever coisas inúteis informa que o sono fugiu.

Uma crise insuportável de rinite me pegou de surpresa hoje. Depois de receber diversos olhares estranhos, quando soltava um espirro escandaloso no meio de um montão de gente, sinto meu nariz queimar.

Perdi meu quarto para duas crianças e uma jovem mãe. Talvez por isso a falta de sono tenha me trazido mais facilmente para o computador que para o Provos, que está ótimo por sinal.

Aliás, ao falar nesse livro, senti uma vontade imensa de abrir um terceiro olho no meio da testa e tentar melhorar essa sensação filha da mãe de mente apertada por um peão num pote de comidinha de criança. Acredite, não é uma boa sensação.

sábado, 13 de outubro de 2007

Dialética

Sonhava em me enfiar diante de um computador e escrever sem parar atrás de uma cortina de fumaça.
Primeiro a vontade de ser escritora me fez procurar o curso, depois de pesquisar sobre ele, achei o máximo ser redatora. Quando comecei a estudá-lo, descobri que essa função não existe mais nas redações.
Com bronquite asmática, a cortina de fumaça não tem a mínima possibilidade de existir. Ser redatora... sem chance. Escrever sem parar, romances? Hummmm

Jornalismo Literário.... essa é a fuga. Mesmo de forma tão relutante nos dias atuais....

Mais uma solução... a vida continua... tô no fluxo!

"Nos mesmos rios entramos e não entramos, somos e não somos"
Heráclito de Éfeso

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Eles não cassam? Nós caçamos coragem pra continuar.

Ainda não eram sete horas quando entrei esbaforida na redação. Sentei em frente a um dos computadores e entrei na página do yahoo para abrir meu e-mail. As luzes do monitor me informaram algo estranho:

Acabou em pizza
Senado rejeita cassação de Renan Calheiros por 40 votos a 35

Não me sai da cabeça uma Casa no estilo Big Brother com 81 jogadores. Fico triste em pensar que o nosso Renan pode acabar como um Ban-Ban, fortalecido depois de enviado tantas vezes ao paredão.

Afinal, Calheiros ainda deve enfrentar mais três representações por quebra de decoro. Ou seja, existem mais três condutas do nosso fanfarrão que vão contra aquela que deve ser adotada pelos políticos do Brasil.

Se alguém aí puder me esclarecer qual a conduta que os nossos políticos deveriam adotar... Porque não acredito que o Renan tenha feito algo que já não estejamos acostumados a ver. Seja no senado ou no nosso cotidiano.

Favorecimento à cervejaria Schincariol em negociação de dívidas com a Receita Federal: Vá... Quem nunca fez um favorzinho pra um amigo e recebeu uma cervejinha depois.

Uso de laranjas para a compra de duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas: Essa história de emissora em Alagoas me lembra alguém. E é o Collor é?

Desvio de dinheiro público junto a ministérios administrados pelo PMDB: Quem nunca roubou que atire a primeira pedra.

Tudo bem, não precisa cassar o menino, mas eu ainda estou caçando como aguentamos tanto.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A chave que abre e fecha o seu mundo

Quero um pacote de coragem em domicílio. Mas ainda prefiro fazer o pedido via internet e pagar com cartão de crédito, ou débito.
Talvez assim tenha mais ânimo pra fazer algumas coisas. Umas são tão complicadas e exigem tanto de mim. Tirar a toalha de cima da cama é um tormento. Espero que o pacote não demore muito a chegar aqui em casa. Aliás, dizem que ele vem com uma amostra de paciência inteiramente grátis. Nossa... se eu gostar já coloco os dois com a mesma forma de pagamento e, já é.
A única coisa que ainda me preocupa é criar algum tipo de dependência. Eu, tão disposta a dar novos rumos a minha vida dependente de alguns pacotes de coragem? Não deve ser assim tão fácil, né?
Só não sei qual o melhor site pra comprar... talvez naquele onde comprei as capsulas de auto-conhecimento, ou o daquele xarope de auto-confiança... perfeito. O do xarope ainda tá nos recentes por aqui. Funciona que é uma beleza!

;)

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Castanha-de-caju

Eu admito.

Eu não sabia que aquele rabinho do caju era a castanha. Isso! Sem ser a do pará, a do caju mesmo. Mas eu não sabia... vou fazer o quê? Aprender é o mínimo, né?

E isso acontece sempre. Tenho vontade de bater a cabeça na parde às vezes por não conhecer algo banal, mas logo faço isso virar uma boa gargalhada e pronto. Vem a antiga sensação de antes tarde do que nunca.

Afinal, se até o presidente resolveu dar valor ao caju depois de tanto tempo, por que eu não poderia desconhecer a parte principal do fruto?
É... a parte grande e amarela (ou avermelhada) é o apetrecho. A castanha é considerada o fruto. E isso valeu até uma errata no fantástico. o.O

O caju é na verdade a castanha e o seu pedúnculo floral. Bonito hein... Falando assim dá até pra entender porque o nosso presidente apóia tanto o desenvolvimento do caju (relembrando: castanha + pedúnculo floral). Talvez para pessoas como eu ao menos descobrirem que a castanha de caju vem realmente dele. o.O

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Espero ver sempre mais.

Pele e calção negros. Uma peça de roupa cobria o pedaço da grama em que estava sentado. E ali estava o homem, barba por fazer, pernas cruzadas e mãos apoiadas no chão deixando seu corpo exposto ao sol do meio-dia. A semelhança com uma praia talvez seja vista por ele pela água que passava a sua volta. Não sei bem qual o rio responsável por aquele trecho de água barrenta, mas sei que pessoas pescam ali. E ontem descobri que algumas, também ali, tomam sol. Se era porque em Cubatão não tem praia, porque tinha bebido ou porque queria que o instante que passei e vi a cena de dentro do ônibus se eternizasse, eu não sei. Mas sei que nada pode ser mais espontâneo do que aquilo.
Na quarta bati cabeça pra definir o que é cultura num processo seletivo e hoje achei a cena e a frase perfeita, tudo dentro do ônibus.

"Cultura é o que fica depois de se esquecer tudo o que foi aprendido"
André Maurois

ônibus - meu objeto de amor e ódio.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Qual a capacidade do seu crânio?

Com certeza alguma vez na vida você já foi chamado de cabeção. Cuidado! Se a sua capacidade craniana não estiver nos padrões dos homens (homo sapiens sapiens) você será certamente um perfeito objeto de estudos. Ainda mais agora que já existem dúvidas sobre o processo de evolução dos sapientes.

Novos fósseis indicam que o homo erectus pode não ter evoluído do homo habilis, como acreditava-se. Dessa forma, o que garante que não existem alguns homo sapiens andando ao lado de homo sapiens sapiens por aí? HA HA! Eu iria mais longe, tanto nas afirmações, quanto na cronologia. Acredito que os "hominídeos" que circulam por aí não passam de australopithecus com o crânio um pouquinho mais desenvolvido (os australopithecus tinham cerca de 700cm³ de capacidade craniana, enquanto os homos duplamente sapientes possuem cerca de 1400cm³).

Então surge a pergunta: Será a capacidade craniana proporcional à inteligência humana? A maquininha na qual registro esse texto tosco comprova isso. Mas às vezes, me parece que a nossa tal capacidade craniana é inversamente proporcional a tantas outras atitudes que deveriamos tomar além de tentar criar chip, chip e chip.

Me empolguei escrevendo porque quase pulei de alegria ao perceber que a cadeia evolutiva que ralei pra estudar no semestre passado em antropologia não é mais a mesma. Aff... haja cabeça! ^^'
Notícia: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u318721.shtml

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Ah... Tá cheio mas vou nesse mesmo!

Se ando rápido pensando no caminho que deixo pra trás só posso estar preocupada com uma coisa: Chegar no ponto antes do ônibus que pode virar a última esquina a qualquer momento.
Estar em casa em 45 minutos me deixou mal acostumada e pegar o coletivo em Cubatão com os peões me deixou ligeiramente triste. Mais eis que surge mais um sinal de que preciso olhar com bons olhos o grande transporte de carregar gente.
Você já se sentiu curioso com o livro que alguém ao seu lado estava lendo? Eu sempre me sinto assim. Mas nunca tive a pachorra de pegar o livro da mão da pessoa e ver o que era. É, foi isso mesmo que aconteceu.
Na busca do melhor lugar nadei contra a maré e fiquei no fundão, depois da porta pra evitar empurrões desnecessários. Abri meu livrinho, que nada mais falava do que de cultura segundo algumas teorias, ou seja, nada empolgante, e comecei a ler. Até que um gordinho que estava sentado no último banco falou alguma coisa sobre o pé dele pra garota ao seu lado, me preocupei porque minha mochila estava no chão, olhei pra cara dele e, ou a minha cara era de super simpática ou ele era doido mesmo, porque no que baixei a mão por causa de uma curva ele simplesmente me deu um sorriso e pegou o livro da minha mão pra olhar. o.O Como também não bato bem das idéias, esperei ele ver o que era, (questão de educação né? o.O) e quando ele me devolveu disse que tinha visto o título cultura e se interessado já que fazia teatro.
Pra resumir mais esse registro Piracicabano acabei conversando sobre várias peças de teatro e curtas com o Gordinho que falou até da V². Muito bom... =D

Ah... falando em V²...

Estão todos convidados para baixar no Cinemark no domingo dia 12/08. Todo segundo domingo do mês a ONG Vontade de Ver (V²), que atua com projetos relacionados ao audiovisual aqui na Baixada, irá se reunir na frente do cinema às 18h30, escolher um filme aleatório pra assistir e ir depois pro Chilli Pepers conversar sobre o filme.

Bora pra "Sessão Surpresa"?

*Lembrei de você Larissa, talvez você fosse gostar de participar com a gente!

Palavras egoístas.

"Atualmente, estamos deixando de reconhecer o outro como ser humano. Nos isolando cada vez mais e resistindo a um simples toque no ombro."

Para alguns a aula pode parecer a mais inútil do curso, talvez porque nela não é ensinado como memorizar uma determinada estrutura de texto te transformando num simples reprodutor de matérias, mas pra mim ela é a justificativa de uma escolha.

Mesmo quando escuto que por mais esforçada que seja posso não conseguir alcançar o que quero, ou que a droga da sociedade está infestada de "jornalistas" sem cérebro, ou mesmo aguentar os exemplos mais toscos para representar as melhores teorias, continuo achando a aula ótima. O problema é que a maioria não gosta de ouvir verdades.

É uma das aulas em que ainda escuto o professor falar, prende realmente a minha atenção, me faz pedir dica de livro depois da aula, dica de decisões de trampo, falar da melhor cerveja e desabafar.

A aula é fera e tenta enterrar os que não nasceram pra estar ali, e por isso me faz questionar sobre as minhas decisões e atitudes o tempo inteiro.

Mas eu não vou desistir. Eu estou naquela parte que quer achar um pulmão pra conseguir gritar.

Você não entendeu nada? Tudo bem, estou inserida na sociedade que cada vez mais deixa de reconhecer o outro como ser humano. Portanto, esse texto era pra mim! =)

sábado, 4 de agosto de 2007

ê Menina Polly

Gira gira gira..................................

...........................onde foi que eu parei?..............................
no seu lugar, ora!...................................................................
............................................................mas eu nem escolhi......
..............................................e quem disse que precisa?.....................
se é o meu lugar...............................................................
.............................................o melhor lugar pra você só Ele conhece
.................mas eu não gosto daqui.......................
..............................................mas isso vai te trazer uma lição....
...................poderia aprender em um lugar melhor................
..............................e esquecer dois dias depois...............................
....por que é sempre assim?...................................................
......................................porque só assim podemos crescer...........
.................................pelo jeito não tá funcionando......................
......................pra alguém sempre funciona..................
........................................ pra quem quem não funciona?............
.....ah!.......esse deve olhar em volta e começar a jogar..........
...................jogar o quê?...............................
o jogo do contente. alguns jogam sem saber, e ganham.....
................................ me ensina?.................................
olhe em volta, veja como seus problemas não são tão ruins.....
e comece a jogar.....

O jogo não se dá em ficar feliz pela desgraça alheia, mas em ver como o seu "problema" pode se resolver de forma menos "problemática". Redundante? Talvez... e essa mente aí que não pára de pensar na mesma coisa, também é? HUmmmm... Hora de jogar"

domingo, 29 de julho de 2007

Só constandoooooooooo

Meus dedos vão congelar e cair a qualquer instante.

Volto depois. uahuahauhah

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Canção do Exílio

.
.
.

Minha terra tem trincheiras
Onde canta o ratatá
As balas ricocheteam
Bem mais longe do que lá

Nosso chão manchado espreita
Indigentes não têm flores
E ali se esvai a vida
E a morte cessa as dores

E usar, sozinho, à noite
"Mais prazer encontro eu lá"
Minha terra tem trincheiras
Onde canta o ratatá

Essa aqui tem protetores
Que tais não encontro eu lá
E usar, sozinho, à noite
Mais prazer do que eu cá
Minha terra tem trincheiras
Onde canta o ratatá

"Não permita Deus que eu morra"
Sem ser livre como lá
Sem aproveitar fatores
Que me trouxeram pra cá
Sem que pule as trincheiras
Onde canta o ratatá

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Continue o mote.

...

um diálogo informal:

aline: "O Voldemort dividiu a alma e guardou os pedaços em vários objetos..."

danilo: "Isso é uma referência ao pensamento materialista que toma conta de nós, seres humanos."

o.O

Segundo o Carlos José, um professor de física malucão, parte de nossas almas vive no telefone celular. Não vai ser agora que vou me lembrar a explicação que ele deu pra isso no meio da aula de resistores, mas acho que é verdade.

Posso fazer uma lista aqui das minhas, e das suas prováveis horcrux¹.

Nossa primeira horcrux tem até um nome parecido com a da J. K Howling, o orkut. O que não tem de "teco" de alma preso nesse "site" não tá escrito. Ou melhor, está sim. Escrito, com foto e com um monte de informações complementares.

O celular também guarda algumas, talvez armazene mais almas "pós", que possuem tarifas mais baratas. E quanto mais fotos, infravermelho, bluetooth ou capuccino eles oferecem, mais a galera se aprisiona a esse trocinho.

O vício é um hábito também usado como horcrux, mas com uma grave complicação. O copo, a garrafa, a carreira, o cachimbo, e tudo o que está relacionado às nossas dependências não guardam uma parte de nós, mas consomem nossa alma pouco a pouco.

Porém, fugindo do conceito de que as horcrux só podem ser feitas em objetos, e lembrando uma que pode ter sido criada no primeiro livro da série HP [?] ... Acredito que a pior horcrux que podemos criar é aquela que não faz "referência ao pensamento materialista que toma conta de nós", mas sim do sentimento egoísta que toma conta de nós algumas vezes.

Já presenciei algumas amigas que guardaram uma parte muito grande de suas almas em um outro coração humano. Mas ao precisar retirar, perceberam que era mais difícil do que elas imaginavam quebrar o "objeto" e matar as partes de si mesmas que haviam depositado.

Por isso, acho eu, que, quando encontramos alguém que seja tão especial a ponto de merecer um pedação da nossa alma, ele deve compartilhá-la com todas as outras pessoas que também consideramos assim. Só esses amigos poderão nos ajudar, mesmo sem ter a parte ausente, na grande reforma pela qual iremos passar.

1 Nome dado ao objeto que guarda parte da alma de um bruxo segundo o livro Harry Potter e o Enigma do Príncipe.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Resultado Surreal

A falsa sensação de participação pela qual passamos hoje pode ser facilmente percebida. Deixei de ler, ver e ouvir noticiários nas últimas semanas, e a única coisa da qual senti falta foi da participação nas conversas banais que reproduzem as frases ditas pela imprensa todos os dias. Talvez aqueles que lutam diariamente pelas ações em pequenas comunidades não tenham essa sensação. Mas os idiotas que lutam para garantir a média nas notas da universidade....
Será que sempre foi assim? Afinal, quem administra esse país? Não cabe a mim falar dos senadores, deputados e outros filhos da puta. Mal sei o que exatamente eles deveriam fazer em suas funções, que dirá o que eles fazem lá.

É... Esse é um dos problemas, senão o maior deles. Esperamos que os responsáveis pela organização dessa zona façam sua parte, mas continuamos a esperar por algo que não vem, que não sabemos de onde vem, e nem como deveria vir. Então, não cobramos.

A distância do que exatamente pode ser tocado para gerar mudança é infinita. Cada vez trabalha-se mais para mudar o pouco que representa cada vez menos a realidade.
Preciso entender melhor a "Aldeia Global" de Mc Luhan para conhecer bem o conceito que de forma indireta acabo culpando, e que infelizmente não faz muito sentido.

Ter noção dos acontecimentos mundiais lhe dá a idéia de que você, de alguma maneira, faz parte disso. Mas conhecimento não é participação, e participação sem conhecimento inexiste.

É querer demais mexer no topo do poder? É querer demais explodir tudo e recomeçar?
Porque nesse exato momento, pra mim, a sociedade parece uma enorme equação. Daquelas que você não sabe se deve primeiro fatorar, tirar os parênteses, colchetes ou chaves. E o pior de tudo, é que por mais que se tente, existe a certeza absoluta de que desenvolvida da forma que está, pode haver maioria positiva ou sinais iguais. Não importa, o resultado final vai continuar gerando um sinal negativo.

Alguém joga uma borracha?

terça-feira, 26 de junho de 2007

Subentenda!

É final da década de 60.
Sexo, drogas, música, cores e uma ideologia aqui e outra ali. o.O
Quem se importa com as flores?
Ou com as armas?

Quem viveu nesse período talvez sinta náuseas todos os dias ao sair de casa.
Ou não...
Sinto náuseas por não ter vivido o tempo deles.
Qualquer luta por mais que se perdesse seria mais compensadora do que sentar e esperar o tempo passar por cima de nós.
O comodismo pós-moderno transtorna e carrega pra outra área mental. Lá, não se é possível pensar em combater as idiotices do dia-a-dia.
A próxima guerra será algo como "a batalha dos ipod's".
Fodam-se os ipod's. Nem botão de ligar e desligar essas drogas têm. Assim como todo o resto dos aparelhos. A tendência é tudo estar subentendido.

Subentende-se que você subentenda que aquele botão central faz todas as espécies de funções positivas. Subentende-se que você subentenda que passar o dedo sobre algo que parece mera decoração vai fazer o arquivo adiantar ou retroceder de acordo com a roçada do seu dedo. Isso se o botão central não tiver acionado positivamente outra função que fará o mesmo botão de rolar o dedo se tornar o seu controle de volume. Isso sem falar de a maioria dos botões que acionam as funções de negação e volta se localizarem no lado esquerdo do aparelho. Isso também deve estar subentendido. Afinal, você nunca percebeu que se o não tem um lado esse lado é o esquerdo? E se no celular ele está vermelho não é preciso mais nada. Símbolos, ícones e sinais. É só do que temos vivido. A besta aqui quer um mapa pra mexer no ipod....

"Besta é tu.
Não viver nesse mundo, se não há outro mundo. "

Os apelos por subentendimento são tão comuns que já perdi as contas de quantos fiz aqui.

Subentenda ou finja que subentendeu. Na verdade não vai fazer muita diferença. Acho!