...
um diálogo informal:
aline: "O Voldemort dividiu a alma e guardou os pedaços em vários objetos..."
danilo: "Isso é uma referência ao pensamento materialista que toma conta de nós, seres humanos."
o.O
Segundo o Carlos José, um professor de física malucão, parte de nossas almas vive no telefone celular. Não vai ser agora que vou me lembrar a explicação que ele deu pra isso no meio da aula de resistores, mas acho que é verdade.
Posso fazer uma lista aqui das minhas, e das suas prováveis horcrux¹.
Nossa primeira horcrux tem até um nome parecido com a da J. K Howling, o orkut. O que não tem de "teco" de alma preso nesse "site" não tá escrito. Ou melhor, está sim. Escrito, com foto e com um monte de informações complementares.
O celular também guarda algumas, talvez armazene mais almas "pós", que possuem tarifas mais baratas. E quanto mais fotos, infravermelho, bluetooth ou capuccino eles oferecem, mais a galera se aprisiona a esse trocinho.
O vício é um hábito também usado como horcrux, mas com uma grave complicação. O copo, a garrafa, a carreira, o cachimbo, e tudo o que está relacionado às nossas dependências não guardam uma parte de nós, mas consomem nossa alma pouco a pouco.
Porém, fugindo do conceito de que as horcrux só podem ser feitas em objetos, e lembrando uma que pode ter sido criada no primeiro livro da série HP [?] ... Acredito que a pior horcrux que podemos criar é aquela que não faz "referência ao pensamento materialista que toma conta de nós", mas sim do sentimento egoísta que toma conta de nós algumas vezes.
Já presenciei algumas amigas que guardaram uma parte muito grande de suas almas em um outro coração humano. Mas ao precisar retirar, perceberam que era mais difícil do que elas imaginavam quebrar o "objeto" e matar as partes de si mesmas que haviam depositado.
Por isso, acho eu, que, quando encontramos alguém que seja tão especial a ponto de merecer um pedação da nossa alma, ele deve compartilhá-la com todas as outras pessoas que também consideramos assim. Só esses amigos poderão nos ajudar, mesmo sem ter a parte ausente, na grande reforma pela qual iremos passar.
1 Nome dado ao objeto que guarda parte da alma de um bruxo segundo o livro Harry Potter e o Enigma do Príncipe.